Alda Marco Antonio: ‘Mulheres na política, mais uma chance para reverter esse quadro’

Para a coordenadora da implantação do PSD Mulher, a representação feminina nos cargos eletivos ainda está longe do ideal. Neste mês de setembro, diz, há uma chance de mudar esse cenário.

03/09/2013

FacebookWhatsAppTwitter

Alda Marco Antonio, coordenadora da implantação do PSD Mulher.

Nestes próximos dias, as mulheres brasileiras têm nova oportunidade para reverter o quadro de sub-representação feminina em cargos eletivos, no Legislativo ou no Executivo. No dia 5 de outubro termina o prazo para regularização e inscrição dos pré-candidatos às eleições de 2014, quando serão escolhidos em todo o Brasil os próximos governadores, deputados estaduais, federais e senadores. Se não houver uma participação expressiva das mulheres nesse processo, ficará mais uma vez adiado o momento em que a representação feminina na vida política nacional será equivalente à sua real expressão na sociedade.

Foram necessários 78 anos – depois que as mulheres brasileiras conquistaram seu direito de votar, em 1932 – para que o cargo mais alto da República fosse ocupado por uma delas. Em 2010, eleita com mais de 55 milhões de votos, Dilma Rousseff se tornou protagonista de uma história sofrida, que registrou apenas avanços esporádicos em nosso País. Em pleno século 21, quando, ao menos nas camadas mais esclarecidas da sociedade, não cabem mais dúvidas sobre a capacidade feminina de exercer cargos de responsabilidade, a participação das mulheres na vida política continua baixa, muito baixa.

As oportunidades para que o atual cenário de sub-representação feminina seja superado não faltam. A legislação eleitoral brasileira já estabelece – inclusive prevendo sanções para os partidos que deixarem de cumprir a regra – que, no mínimo, 30% dos candidatos devem ser mulheres. Nas escolas, nas empresas, nas manifestações políticas e, enfim, nas diversas instâncias da atividade humana, as mulheres vêm assumindo papel de cada vez maior relevância.

Como em toda a sociedade, os avanços na representação política são perceptíveis; em 2012, mais de 31% dos candidatos às eleições eram do sexo feminino.  Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, 134.296 mulheres se candidataram aos cargos de prefeita e vereadora, o que representou um aumento de 9,56% em relação à eleição municipal de 2008. Do total de eleitos em 2012, 8.287 foram mulheres, representando 13,19%. Em 2008, 7.010 foram eleitas a esses mesmos cargos, representando 12,2%. Em todo o Brasil, foram eleitas 657 candidatas para as prefeituras, o que corresponde a 11,84% do total de eleitos. Para as Câmaras Municipais, foram eleitas 7.630 mulheres, o equivalente a 13,32% dos escolhidos.

Na própria sociedade brasileira, como um todo, vem avançando a conscientização de que as mulheres precisam ser mais bem representadas nas instâncias políticas. Pesquisa de opinião realizada pelo Ibope e Instituto Patrícia Galvão, realizada em abril, mostrou que 71% dos brasileiros consideram muito importante alterar a legislação eleitoral para garantir 50% de mulheres nas listas de candidaturas apresentadas pelos partidos. O estudo aponta que 78% da população defendem a obrigatoriedade de divisão meio a meio das listas partidárias e 73% aprovam punições às legendas que não apresentarem paridade entre os dois sexos nas suas candidaturas.

Essa é também uma preocupação dentro do Partido Social Democrático (PSD). Em seus debates internos, a exemplo dos que ocorrem regularmente no Espaço Democrático, a fundação da legenda para estudos e formação política, vem se buscando diuturnamente alternativas para elevar a participação feminina. Em razão disso, no sentido de melhorar a representação das mulheres no partido e aprimorar a democracia interna, já tiveram início trabalhos que devem levar ao aumento dos contingentes femininos.

Para isso, o partido vem orientando todos os seus dirigentes a desenvolverem estratégias que possam atrair e incorporar novas filiadas, lembrando que aquelas que desejam se candidatar às próximas eleições deverão fazê-lo até o final deste mês de setembro.

Perfeitamente alinhado com a Secretaria de Políticas Para As Mulheres da Presidência da República, a Bancada Feminina do Congresso Nacional e o Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos do qual é membro permanente, o PSD entrou nessa luta para valer.

 

FacebookWhatsAppTwitter

21 Comentários

Deixe seu comentário!




*

FacebookWhatsAppTwitter