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A quem interessa desmoralizar quem produz alimentos e empregos no Brasil?

O líder da bancada do PSD na Câmara, Marcos Montes, comenta o enredo escolhido pela escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval

09/01/2017

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Marcos Montes, líder da bancada do PSD na Câmara Federal

Montes: Imperatriz Leopoldinense resolveu cair no lugar comum dos ideólogos ultrapassados e criticar o homem e a mulher do campo.

Bem que eu gostaria de refletir com vocês sobre temas mais amenos! Infelizmente, alguns brasileiros não aprenderam nada com 2016. E lá vamos nós, para um 2017 ainda pior que 2016!

Será possível? – vocês devem estar questionando. Pois então, vejamos…

Estou encerrando meu mandato de dois anos na presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemorando uma série de avanços importantes, em que pesem as dificuldades e os problemas enfrentados pelo setor. E, até agora, tenho incluído entre estes avanços a abertura de um canal de comunicação entre o campo e a cidade, além do reconhecimento por parte do governo federal.

Ao assumir o colegiado, indiquei estes dois assuntos como prioridades do mandato, e comemorei – junto com os colegas parlamentares da FPA – cada avanço. Pela primeira vez em sua história, a Frente Parlamentar da Agropecuária recebeu a visita de um presidente da República em sua sede, em Brasília. A presença do presidente Michel Temer (PMDB) anunciava novos tempos.

E, finalmente, testemunhamos os moradores das cidades reconhecendo o valor da agropecuária e a importância do setor para a vida de cada família e para a economia brasileira. E, consequentemente, para o desenvolvimento humano e social do País. A própria imprensa, que raramente reconhecia esta importância, passou a divulgar as ações do campo.

Qual não foi minha surpresa ao saber que uma das escolas de samba mais importantes do País está prestes a caminhar no sentido oposto, abraçando uma ideologia ultrapassada, fora de moda, antagônica aos interesses da Nação, pisando em tudo o que o campo faz pelo Brasil!

Na decisão de homenagear o Parque Nacional do Xingu – o que, diga-se de passagem, é um direito da escola –, a Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, resolveu cair no lugar comum dos ideólogos ultrapassados e criticar o homem e a mulher do campo. Pasmem! Resolveu, com seu samba-enredo, criticar quem produz alimentos, quem dá empregos, quem segura as pontas da balança comercial do País. Lamento profundamente que o Brasil ainda conviva com este tipo de situação.

Sabemos que a formatação do carnaval no Rio de Janeiro custa muito caro. Daí, é de se questionar quem e quais os motivos de alguém estar patrocinando uma escola de samba para que ela critique a agropecuária brasileira. A quem interessa esta tentativa de desmoralização do setor que tanto contribui com o desenvolvimento do país?!

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