Campanha

Campo Grande conscientiza homens para combater feminicídio

 

Yacita Azamour, o prefeito Marquinhos Trad e Maritza Cogo

 

Para promover o combate ao preconceito e às agressões domésticas em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) instituiu o Dia Municipal de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A data é celebrada anualmente todo dia 6 de dezembro.

“A igualdade só pode mesmo ser alcançada se olharmos com atenção e respeito para as características e necessidades de cada um”, destacou Trad, responsável pela adesão do município à Campanha Laço Branco – Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Considerada pela ONU como uma das maiores ações para o envolvimento dos homens nessa causa, a campanha já é realizada em 50 países, nos cinco continentes.

“Campo Grande passou a contar com a Rede Municipal de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, graças a um trabalho conjunto que envolveu não somente o poder público, mas toda a sociedade. Porém, se a administração municipal não estivesse engajada nessa causa, não estaríamos vendo todos esses avanços conquistados nos últimos dois anos. Vamos continuar trabalhando com muito empenho. O que nós, mulheres, queremos é apenas sermos tratadas com respeito e igualdade”, afirmou a subsecretária municipal de Políticas para a Mulher, Maritza Cogo

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Yacita Azamour, também destacou os avanços conquistados na gestão de Trad. “Só temos a agradecer ao prefeito pelo respeito e a visão que ele tem sobre o tema. Se ele não tivesse essa sensibilidade, não teríamos obtido essas conquistas. Foram muitas ações e atos concretos nesse sentido desde o ano passado.”

Laço Branco

A data é comemorada em 6 de dezembro por conta de um crime que ocorreu nesse dia, em 1989. Marc Lepine, de 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica de Montreal, no Canadá, ordenou que os homens se retirassem da sala e gritou para as estudantes que permaneceram: “vocês são todas feministas.”

Levine começou a atirar e assassinou, à queima-roupa, 14 mulheres. Logo depois, o rapaz suicidou-se. Na carta deixada pelo suicida, ele afirmava que havia feito aquilo porque não suportava a ideia de ver mulheres estudando Engenharia, curso tradicionalmente dirigido ao público masculino.

O crime mobilizou a sociedade e motivou a criação da campanha. Os ativistas escolheram como símbolo o laço branco e adotaram o lema: “jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência.”