Afif visita policiais feridos em manifestações em SP

O governador em exercício, Guilherme Afif, presidente do Espaço Democrático do PSD, homenageou nesta quarta (12) os policiais que se feriram durante manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus

12/06/2013

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Afif cumprimenta policial que teve o braço quebrado

Matéria produzida pela Agência Estado e veiculada pelo site www.estadao.com.br na tarde desta quarta-feira, 12, mostra que o governador em exercício do Estado de São Paulo , Guilherme Afif Domingos (PSD), fez uma visita ao Comando Geral da Polícia Militar acompanhado pelo secretário da Segurança Pública do Estado, Fernando Grella.

A visita foi realizada para que Afif pudesse se encontrar com a cúpula da PM e com soldados que se feriram durante os confrontos desta terça-feira, 11, na capital paulista. “Levei o total apoio do Governo de São Paulo e o agradecimento pela dedicação e profissionalismo de toda a corporação da Polícia Militar de São Paulo”, afirmou, em nota divulgada pelo Palácio dos Bandeirantes.

De Paris, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou o protesto e disse que a violência da manifestação não pode ser aceita pelas autoridades públicas. “É intolerável a ação de baderneiros e vândalos”, disse.

Afif foi exonerado do cargo de ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa para poder assumir o governo paulista. Nesta quinta-feira, 13, quando o Alckmin voltar ao País depois da viagem à França, onde participa de eventos sobre a candidatura de São Paulo para sediar a Expo 2020, o vice-governador será novamente “nomeado” pela presidente Dilma Rousseff, voltando, assim, a ocupar o cargo de ministro.

Um dos policiais cumprimentados pelo governador foi agredido pelos manifestantes na Praça da Sé, conforme mostra reportagem da Folha de São Paulo (veja aqui)

Sozinho, PM quase foi linchado durante protesto na região da Sé

Governador em exercício abraça policial ferido durante manifestação

Um policial militar com rosto banhado de sangue, cercado e agredido com socos, chutes e pedras por cerca de dez manifestantes.

A cena na rua 11 de Agosto, a poucos passos da praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo, foi impressionante não só para mim, mas até para integrantes do Movimento Passe Livre, que organiza os atos contra a tarifa.

“O PM iria ser linchado”, admitiu o estudante de Ciências Sociais Matheus Preis, 19, que, com outro grupo, tentava, para a proteção do PM, conter os mais radicais.

A agressão que testemunhei por volta das 20h30 ocorreu ao lado do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Após se levantar, sangrando, o PM tirou a arma do coldre e a apontou para os manifestantes. Depois, para o alto. Tive certeza de que ele iria atirar. Mas o policial militar não disparou nenhum tiro.

A agressão ocorreu quando a manifestação seguia pela região da Sé, após confronto entre policiais e manifestantes no Parque Dom Pedro.

Eu acompanhava parte do grupo que seguiu outro caminho. Foi quando o PM que atua na segurança do prédio viu um jovem pichando a parede do prédio da Justiça.

Com a mão na arma que estava no coldre, o policial correu e agarrou o rapaz, que tentou se desvencilhar.

Ambos caíram no chão, atracados. Foi quando parte do grupo começou a sequência de agressões com pedras, chutes, socos. Eram cerca de dez contra um. Sangrando na cabeça e no rosto, o policial conseguiu se levantar.

De pé, segurando o pichador ainda agachado pela gola da camisa, ele apontou a arma para os manifestantes.

Outros objetos foram lançados e o policial se protegeu, abaixando a cabeça.

Temi não só que o policial atirasse, para se proteger, mas também que o grupo continuasse a agressão. Por isso me aproximei de outros manifestantes que se posicionaram para proteger o PM.

O policial, que não consegui identificar, silenciou, enquanto o sangue escorria.

Junto com manifestantes que tentavam dar fim à confusão, gritei pedindo calma aos agressores. Em seguida, pedi a dois jovens que chamassem uma ambulância.

Não havia nenhum outro policial junto com ele na hora da confusão. Mesmo cercado, o PM saiu dali e caminhou só em direção a um acesso ao tribunal. Um colega se aproximou. Colocado num carro da corporação, foi levado ao hospital. Até a ontem, a sala de imprensa da PM não tinha informações sobre ele.

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