CÂMARA

Audiência discute participação feminina em filmes

Debate convocado pela deputada Raquel Muniz (PSD-MG) mostrou que há caminhos para ampliar a presença de mulheres na direção e roteirização de produtos audiovisuais

05/09/2018

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Deputada Raquel Muniz destacou a importância da comissão na luta para que todos os espaços culturais sejam ocupados da forma mais diversa possível

 

A audiência pública convocada pela presidente da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, Raquel Muniz (PSD-MG), para discutir a participação feminina no mercado audiovisual brasileiro mostrou que é possível avançar nessa área. A superintendente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Maria Angélica Marques, por exemplo, afirmou que um levantamento feito pela agência vai servir de base para o fomento de políticas que viabilizem a produção e a comercialização de filmes dirigidos ou roteirizados por mulheres.

Segundo ela, “toda a atuação nesse sentido tem que ser uma atuação múltipla, que não foque apenas na produção, mas em toda a cadeia do audiovisual. Tem que ser mais ampla para permitir que esses filmes sejam vistos e que essas histórias sejam contadas, tanto de mulheres quanto de negros”.

O levantamento da Ancine mostrou que, dos 142 filmes brasileiros exibidos em circuito comercial em 2016, somente 27 deles (19%) foram dirigidos ou roteirizados por mulheres. O assunto foi discutido em audiência pública da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados.

Por sua vez, a autora do requerimento para a realização da audiência pública e presidente da Comissão de Cultura, deputada Raquel Muniz, destacou a importância da comissão na luta para que todos os espaços culturais sejam ocupados da forma mais diversa possível.

A diretora de Políticas Audiovisuais do Ministério da Cultura, Ana Sylvestre, destacou que, desde 2012, os editais do ministério para a produção de conteúdo definem cotas para mulheres e negros como forma de garantir maior participação no setor. “É a importância de você ter no papel de direção – que é um papel determinante na definição do olhar e da narrativa e da trajetória daquela obra – mulheres que possam apresentar a sua forma de enxergar as sociedades, os acontecimentos e as narrativas. Essa tem sido a importância que a gente tem dado tanto na direção como no roteiro”, declarou Ana Sylvestre.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), por sua vez, ressaltou que a cultura é fundamental para a formação do povo brasileiro. “Cultura não é cereja de bolo, nem chantilly de café, é absolutamente estruturante porque é inclusive a forma como o povo se identifica e constrói as suas identidades. Nós temos um espectro identitário imenso, nós somos e carregamos inúmeras identidades e todas elas precisam se expressar com liberdade”, disse a parlamentar.

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