Gestão

Campo Grande reorganiza setor de saúde

Nos seus primeiros 100 dias à frente da Prefeitura de Campo Grande, Marquinhos Trad, do PSD, já deu passos importantes para mudar o cenário da saúde pública na capital do Mato Grosso do Sul

18/04/2017

FacebookWhatsAppTwitter

 

Em 100 dias, a gestão de Marquinhos Trad avançou no sentido de fazer com a cidade volte a ser referência no atendimento à população

 

Nos seus primeiros 100 dias à frente da Prefeitura de Campo Grande, Marquinhos Trad, do PSD, já deu passos importantes para mudar o cenário da saúde pública na capital do Mato Grosso do Sul, avançando no sentido de fazer com a cidade volte a ser referência no atendimento à população nesse campo. Entre outros avanços, se registrou a regularização na distribuição de medicamentos, a contratação de mais médicos, enfermeiros e outros profissionais, a entrega de equipamentos médico-hospitalar, mobiliário, ambulâncias e a reorganização da atenção básica, além do fortalecimento da urgência e emergência.

Para o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o primeiro grande desafio foi reorganizar a máquina administrativa, quitar os atrasados e, consequentemente, estabelecer um fluxo de trabalho.

A gestão de Marquinhos Trad herdou uma dívida de R$ 22 milhões somente com fornecedores de medicamentos e insumos. Ao todo, eram 180 processos de compras que estavam parados. O Almoxarifado e a Farmácia Central estavam completamente vazios e, inclusive, com a chamada reserva técnica esgotada. Ou seja: com menos de 10% do necessário para abastecer as unidades de saúde e falta de 320 itens.

Além disso, nas primeiras semanas de janeiro, foi necessário enfrentar uma verdadeira maratona para negociar dívidas com hospitais que estavam na eminência de fechar as portas o que, consequentemente, iria provocar um colapso na Rede de Saúde Pública. Somente com a Santa Casa, um dos maiores hospitais do Centro-Oeste e referência no atendimento de traumas, o passivo era de R$24 milhões, fruto de ao menos três meses de repasses em atraso.

“Nós tivemos que enfrentar todos estes problemas e agir de forma célere e hábil para conseguir reverter toda esta situação. Fizemos exaustivas reuniões com os fornecedores, com os hospitais e buscamos soluções. Conseguimos quitar a dívida com a Santa Casa e fizemos um novo convênio com o Hospital Universitário, concedendo a eles um incremento de R$1 milhão”, lembra o secretário de Saúde.

Em pouco menos de três meses, foi possível restabelecer o fornecimento de grande parte dos medicamentos essenciais que estavam em falta há, pelo menos, seis meses. Atualmente, 78% do estoque da Farmácia Central está regularizado.

Marcelo Vilela lemtra ainda que a nova gestão enfrentou um desafio muito grande para garantir o fornecimento de medicamentos essenciais à população. “Nós esperávamos resolver toda essa situação ainda nos primeiros meses, mas infelizmente não contávamos com alguns imprevistos. Em administração pública nem sempre os processos andam da maneira que queremos, principalmente porque é preciso fazer tudo com muita responsabilidade e respeitar o trâmite burocrático. Além disso, nossa cidade caiu no descrédito. Os fornecedores estavam há meses sem receber um real e, evidentemente, não queriam mais vender para nós. De forma hábil e célere, conseguimos destravar a maioria dos processos, quitar as dívidas e voltar a reabastecer o estoque”, detalhou.

O secretário estima que ainda neste primeiro semestre 90% dos medicamentos já estejam disponíveis. “Conseguimos entregar três novas ambulâncias, além de um Veículo de Intervenção Rápida (VIR), para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Reformamos e entregamos à população a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida, que estava praticamente toda deteriorada e precisou ser interditada depois de ficar completamente alagada”, lembra o secretário.

Dentro do processo de reorganização da máquina administrativa, foi feita a revisão nos contratos com empresas e prestadores de serviços, devido aos preços praticados e vícios encontrados. Em apenas um contrato revisado, a economia chegou a R$ 1,2 milhão.

Com a fiscalização e renegociação, a economia prevista para 2017 é de R$ 60 milhões, referente aos recursos do tesouro do município, denominado Fonte 1. Para os próximos quatro anos, o desafio maior é reestruturar a atenção básica e fortalecer o atendimento de urgência, através de uma regulação eficiente e integrada.

FacebookWhatsAppTwitter

COMENTÁRIOS

Deixe seu comentário!




*

FacebookWhatsAppTwitter