Pequenos negócios

Falta de água pode afetar pequenos negócios em 2018

Presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, alerta para a necessidade de economizar água. Estudo da entidade mostra que 31% das pequenas empresas podem ter perdas

09/02/2018

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Guilherme Afif: “A situação dos reservatórios ainda exige cautela de todos os segmentos e os empresários devem manter as medidas de economia de água.”

 

Em muitas capitais do Brasil, a necessidade de racionar água por falta de chuvas deve impactar 31% dos pequenos negócios. A estimativa é de um estudo do Sebrae, segundo o qual o impacto deve ser maior nos empreendimentos da região Centro-Oeste, onde 44% dos empresários acreditam que sofrerão com a falta d’água. Os empresários do Distrito Federal (53%) e de Goiás (55%) são os que têm maior expectativa de sofrer com a falta de água.

Realidade em dezenas de capitais brasileiras, o racionamento de água altera a rotina dos empresários do país. Em 2017, 17% das empresas de micro e pequeno porte sofreram com os impactos da crise hídrica. Para 2018, a expectativa de sofrer com a falta d’água é mais percebida entre os microempreendedores individuais (34%) e entre as empresas do vomércio (32%).

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, o problema exige atenção. “A economia começa a dar sinais de recuperação, com a retomada do emprego puxada pelas micro e pequenas empresas. Entretanto, a situação dos reservatórios ainda exige cautela de todos os segmentos e os empresários devem manter as medidas de economia de água. Assim ficam menos suscetíveis às variações na oferta de recursos e são capazes de manter as atividades por um período maior, mesmo na escassez”, afirma Afif.

De acordo com a pesquisa do Sebrae, 47% dos empresários ouvidos em todo o país relataram ter adotado medidas para driblar a crise hídrica este ano. Destes, 23% passaram a reduzir o consumo de água no estabelecimento. Mais da metade das empresas do Centro Oeste (51%) e metade dos pequenos negócios do Sudeste (50%) implantaram alguma ação para evitar as consequências da escassez, entre redução do consumo, reaproveitamento da água e diminuição da frequência de faxina. Os empresários do Distrito Federal foram os que mais adotaram alguma medida para reduzir o consumo de água (64%).

Em 2017, o racionamento afetou mais as empresas do setor de serviços e comércio, com 18% dos empresários prejudicados pela falta de água. Quanto ao porte, os Microempreendedores Individuais (19%) foram os que mais sentiram o impacto nos negócios. Lavanderias, lava jatos, salões de beleza, restaurantes, hotéis, padarias, são exemplos de atividades mais atingidas com a diminuição no abastecimento de água.

A pesquisa do Sebrae foi realizada em outubro com 5.867 empresários de micro e pequenas empresas de todas as unidades federativas.

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