Mogi das Cruzes

Juliano Abe quer acelerar Parque Várzeas do Tietê

Vice-prefeito do PSD ofereceu ao DAEE parceria na cessão para o Estado de áreas públicas às margens do Rio

19/06/2017

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O vice-prefeito Juliano Abe avalia as obras do Parque Várzeas do Tietê

O vice-prefeito Juliano Abe: “Seria um avanço extraordinário conseguirmos priorizar Mogi, que só começaria a receber as obras daqui a dois anos e teria o parque até 2022”

 

Para priorizar Mogi das Cruzes na implantação do Parque Várzeas do Tietê, o vice-prefeito de Mogi das Cruzes, Juliano Abe (PSD) manifestou a disposição da Prefeitura de ceder ao governo do Estado as áreas públicas municipais localizadas às margens do rio Tietê e de interesse para o empreendimento. A proposta será objeto de estudo no Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

“A ideia teve boa receptividade e acredito que as chances de acolhida são boas porque a medida desoneraria o Estado dos custos com a desapropriação de áreas ribeirinhas que consomem grande volume de recursos e retardam o andamento das obras”, informou Juliano, ao relatar que tratou do assunto a pedido do prefeito Marcus Melo.

O vice-prefeito vem desenvolvendo uma série de trabalhos direcionados à captação de investimentos na cidade. No caso do Parque Várzeas do Tietê, os benefícios para a população extrapolam muito a oferta gratuita de lazer, recreação e práticas esportivas. “O projeto também contempla os pontos abrangidos com saneamento básico, como a despoluição dos cursos d’água, obras de macrodrenagem para combate às enchentes, e a reordenação da ocupação das margens, como o reassentamento involuntário a fim de que moradores de locais impróprios sejam transferidos para habitações populares, além da recuperação e preservação ambiental”, explicou.

Com 75 quilômetros de extensão e 107 quilômetros quadrados de área, o Várzeas do Tietê será o maior parque linear do mundo. Implantado ao longo do rio Tietê, unirá o Parque Ecológico do Tietê, no bairro paulistano da Penha, ao Parque Nascentes do Tietê, em Salesópolis. Foi projetado em 2010 com investimento previsto de R$ 1,7 bilhão até 2022 e desenvolvimento em três etapas. “Seria um avanço extraordinário conseguirmos priorizar Mogi, que só começaria a receber as obras daqui a dois anos e teria o parque até 2022”, observou Juliano.

A primeira fase compreende um trecho de 25 quilômetros entre o Parque Ecológico do Tietê, na Capital, e a divisa de Itaquaquecetuba, em Guarulhos. Começou em 2011 e deverá ser concluída até julho de 2018. A segunda tem 11,3 quilômetros e abrange a várzea do rio em Itaquaquecetuba, Poá e Suzano, com previsão de término em 2019. Mogi só entraria na terceira etapa, quando o projeto abarcasse os 38,7 quilômetros, de Suzano até a nascente do Tietê, em Salesópolis, a serem concluídos em 2022.

Juliano reuniu-se, no fim de maio com a coordenadora da Unidade de Gestão de Projetos (UGP) – Várzeas, Marta Maria Alcione Pereira, para detalhar a ideia de priorização da cidade e mostrar exemplos de terrenos públicos propícios para o trecho do parque no território mogiano. Segundo ele, são áreas de recomposição florestal, como a do antigo Lixão da Volta Fria, a das imediações da Avenida Antônio de Almeida, no Rodeio, e as porções no entorno dos principais afluentes do Tietê, como o Rio Jundiaí, entre outras.

De acordo com a coordenadora, a eventual antecipação das obras do parque em Mogi depende de recursos financeiros e aprovação superior. “Mas, a disposição de parceria é ótima! Trabalhando junto, tudo é mais fácil”, avaliou. Havendo viabilidade financeira, completou Juliano, bastaria um plano de trabalho que previsse a execução dos trabalhos em Mogi de modo simultâneo às ações do segundo estágio do empreendimento – seja ele a partir de Itaquaquecetuba ou de Salesópolis.

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