Tecnologia

Para Kassab, novo satélite terá importante papel social

Ao lado do presidente Michel Temer, o ministro Gilberto Kassab acompanhou, de Brasília, o lançamento do SGDC. Para ele, o equipamento permitirá elevar a qualidade dos serviços públicos

05/05/2017

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O ministro Kassab acompanhou o lançamento do satélite ao lado do presidente Michel Temer e do ministro da Defesa, Raul Jungmann.

 

 

Ao lado do presidente Michel Temer, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, acompanhou no início da noite de quinta-feira (4), em Brasília, a operação de lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), realizada no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Para o presidente Temer, o novo satélite, 100% controlado pelo Brasil, vai “democratizar o sistema digital”.

Na avaliação do ministro Gilberto Kassab, os benefícios proporcionados pelo SGDC vão elevar a qualidade dos serviços públicos e melhorar as condições de cidadania da população. Segundo ele, o SGDC terá importante papel social. Convênios assinados entre os ministérios da Educação e da Saúde e a Telebras vão permitir que pelo menos 7 mil equipamentos públicos municipais, estaduais e federais possam conectar-se à rede mundial de computadores.

“Isso é notável. Qualquer escola da região Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste terá, em poucos meses, acesso à banda larga, fazendo com que a educação seja de melhor qualidade. E, da mesma maneira, possibilitará, por meio desse satélite, levar a banda larga a qualquer equipamento de saúde pública do nosso país”, disse Kassab.

O presidente Temer também destacou que o lançamento do equipamento vai revelar “o grande avanço tecnológico do Brasil” e democratizar o acesso de todos os brasileiros à tecnologia. “Devo dizer que, com o satélite, vamos democratizar o fenômeno digital, já que a banda larga vai atingir todos os recantos do Brasil. Ou seja, quem estiver lá no Amapá, no Amazonas ou outro canto do nosso país poderá ter acesso à banda larga. E, portanto, democratizaremos o sistema digital”, afirmou o presidente.

As Forças Armadas terão 30% da capacidade do SGDC dedicadas exclusivamente para o uso em comunicações estratégicas de defesa e do governo. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, esta característica, aliada ao fato de o equipamento ser totalmente controlado por especialistas brasileiros, garante uma soberania nunca antes alcançada pelo país.

Jungmann lembrou que “esse é um projeto de imenso sucesso que representa um grande passo no sentido da soberania, na medida em que é o primeiro satélite estritamente operado por brasileiros. E, evidentemente, também para o governo, pois as suas comunicações estratégicas estarão blindadas de qualquer tipo de tentativa de obter essas informações tão essenciais para os brasileiros e brasileiras”.

Configuração

Nos primeiros dias após o lançamento, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas passará pelas configurações finais para a entrada em operação. O processo de posicionamento orbital – a 36 mil quilômetros de altitude em relação à superfície da Terra – deve levar até dez dias. Depois, serão necessários mais 30 dias para que todos os subsistemas do equipamento sejam verificados, já na órbita final. A previsão é que o SGDC esteja em pleno funcionamento em meados de junho.

O governo brasileiro, porém, já trabalha em novos projetos. O ministro Gilberto Kassab revelou que o MCTIC e o Ministério da Defesa foram incumbidos pela Presidência da República de iniciar a preparação de uma série de novos satélites geoestacionários. “Por determinação do presidente Temer, os ministérios já estão envolvidos, junto com a Telebras, para que possamos iniciar o planejamento da continuidade desse programa.”

O SGDC é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos. Adquirido pela Telebras, tem uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – especialmente em áreas remotas –, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas.

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