Reforma

Para líder, mudança na Previdência facilita aprovação

Marcos Montes (PSD-MG), líder do partido na Câmara, comenta as mudanças feitas pelo governo no projeto de reforma da Previdência. Para ele, nova proposta “facilitou a discussão”

11/04/2017

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O líder Marcos Montes

 

Líder do PSD na Câmara, uma das maiores bancadas da Casa, o deputado Marcos Montes (MG) considera que as mudanças propostas pelo governo na discussão da reforma da Previdência diminuirá a pressão sofrida pelos deputados da base aliada nos redutos eleitorais.

Na semana passada, o governo anunciou que aceitaria flexibilizar a proposta em pontos como a regra de transição, pensões, aposentadorias especiais, aposentadoria rural e o benefício da prestação continuada. Para Marcos Montes, isso “facilitou bem a pressão e a discussão nas nossas bases”.

De acordo com ele, ao amenizar a questão dos professores e da aposentadoria rural, reduzindo o peso da reforma sobre essas categorias que integram a base de parlamentares no interior, o governo melhorou o ambiente. “Vejo com muito otimismo. É imprescindível que se faça a reforma. Essas mudanças não tiram a linha dorsal do projeto, não é tão dura como estava, o que facilita bem”, ressaltou Montes ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Segundo ele, a bancada deve se reunir nesta semana para discutir as alterações atendidas pelo governo com maior profundidade. Apesar de ressaltar a importância da proposta, o líder do PSD defende que a reforma trabalhista, discutida em comissão especial da Câmara, seja votada antes da Previdência.

“É uma opinião pessoal que vou defender. Acho que primeiro deveríamos votar a reforma trabalhista, porque ela vai mais ao encontro de um imediatismo de geração de emprego. A reforma da Previdência, além de ser mais polêmica, engloba mais gente. Se tirar essa reforma trabalhista primeiro, você isola um pouco a discussão na base. Na hora que mata a trabalhista, a da Previdência fica mais madura, mais pura, conseguimos separar mais o viés ideológico”, defendeu.

Questionado se o partido na Câmara fechará posição a favor da reforma da Previdência, o líder do PSD afirmou: “Não posso dizer que vamos fechar questão, mas vamos ter maioria”.

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