PARLAMENTO

PSD consolida posição de segunda bancada no Senado

Com a filiação de três novos senadores, o partido tem agora 10 representantes na Casa, superando o PSDB. Os recém-chegados são Nelsinho Trad (MS), Lucas Barreto (AP) e Carlos Viana (MG)

31/01/2019

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A nova bancada do PSD no Senado se reuniu com Gilberto Kassab.

 

A partir desta sexta-feira (1), quando tomam posse os 54 senadores eleitos em outubro passado, o PSD terá a segunda maior bancada da Casa, com 10 integrantes, superando o PSDB e ficando atrás apenas do MDB, que tem 12 senadores. A posição do PSD foi atingida nesta quarta-feira (30), quando os senadores eleitos Nelsinho Trad, do Mato Grosso do Sul, e Lucas Barreto, do Amapá, assinaram suas fichas de filiação ao partido, na presença do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.

Na segunda-feira (28), Kassab já havia abonado também a ficha de filiação do senador eleito Carlos Viana, de Minas Gerais. Os recém-chegados se juntam aos senadores eleitos pelo partido nas eleições de 2018 – Angelo Coronel (BA), Arolde de Oliveira (RJ) e Irajá Abreu (TO) – e aos que estão no meio do mandato: Omar Aziz (AM), Otto Alencar (BA), Sérgio Petecão (AC) e Lasier Martins (RS).

Nelson Trad Filho nasceu no Mato Grosso do Sul em 1961 e é natural da capital do Estado, Campo Grande. Médico, tem especialização em cirurgia geral, urologia, medicina do trabalho e saúde pública. Começou sua carreira política como diretor-adjunto do Instituto de Previdência do Mato Grosso do Sul (Previsul). Foi eleito vereador de Campo Grande em 1992 e reeleito em 1996 e em 2000. No biênio 2001/2002, presidiu a Câmara Municipal. Pelo PTB, em 2002, foi o deputado estadual mais votado. Em 2004, elegeu-se prefeito de Campo Grande e conquistou a reeleição em 2008. Em abril de 2013, foi empossado secretário de Articulação, de Desenvolvimento Regional e dos Municípios do Estado.

Tendo obtido 18,37% dos votos válidos na eleição de 2018, Trad pautar sua atuação no Senado pela busca de mais recursos para a saúde, a segurança na fronteira e a exportação agrícola.

Por sua vez, o senador Lucas Barreto nasceu em Macapá, capital do Amapá, em 1964. É empresário, foi deputado estadual por quatro mandatos (entre 1991 e 2006), tendo participado da elaboração da Constituição do Amapá como relator-adjunto e como relator da Comissão da Ordem Econômica e Social. Foi presidente da Assembleia Legislativa do Estado no biênio 2003/2004 e presidiu também a Comissão de Orçamento e Finanças. Candidatou-se aos cargos de prefeito de Macapá (2008) e governador do Amapá (2010), quando foi ao segundo turno. Seu último mandato foi o de vereador, eleito em 2012.

Nas eleições do ano passado, Lucas Barreto obteve 22,87% dos votos válidos para o Senado. Em sua campanha para o cargo, afirmou que vai defender a distribuição proporcional de emendas aos municípios.

Renovação histórica

Nesta sexta-feira (1°), 54 dos 81 senadores iniciarão seus mandatos. A cerimônia de posse ocorre antes das reuniões em que serão eleitos o novo presidente da Casa e os demais integrantes da Mesa. No total, são três reuniões, chamadas de preparatórias. A primeira delas, destinada à posse, está marcada para as 15h. Neste ano, a renovação marca o início da nova legislatura.

Dos 54 senadores que tomarão posse (dois por Estado), 46 não estavam no Senado no ano anterior, uma renovação histórica, de cerca de 85%. Apesar do número de senadores, a sessão de posse deve ser rápida, já que não haverá discursos dos parlamentares. O único a falar deve ser o senador que presidirá a cerimônia.

Pelas regras regimentais, esse papel caberá a Davi Alcolumbre (DEM-AP), único integrante da Mesa Diretora da legislatura anterior que continua no mandato, iniciado em 2015. Se ele não estiver presente, quem preside é o senador mais idoso, no caso, o senador José Maranhão (MDB-PB).

A posse é conjunta, mas o juramento é individual e os senadores são chamados por ordem de criação dos Estados. Apenas o primeiro senador pronuncia na íntegra o juramento: “Prometo guardar a Constituição Federal e as leis do país, desempenhar fiel e lealmente o mandato de senador que o povo me conferiu e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”. Depois, todos os outros senadores, quando chamados, dirão “assim o prometo”.

Tradicionalmente, as bancadas com o maior número de senadores eleitos têm direito à maior parte das 11 cargos da Mesa e a eleição é feita por chapa, embora não haja restrição à disputa dos cargos individualmente. Não há impedimento de que um candidato de partido com menor representação proporcional seja eleito pela maioria.

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