PSD Movimentos homenageia a mulher negra

"O objetivo é premiar as mulheres que lutam por igualdade social”, define Arthur de Souza Neto, coordenador do PSD Movimentos Afro (foto).

02/08/2013

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O PSD Movimentos faz nesta segunda-feira (5), às 19h, no auditório do partido, evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A data, instituída durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latinas e Afro-Caribenhas, que aconteceu em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, lembra a luta e a resistência da mulher negra em toda a América do Sul e Caribe.

Dezesseis mulheres serão homenageadas com o “Prêmio Todas as Raças. Todas as Cores. Isto é Brasil”, entre elas Alda Marco Antônio, a primeira mulher a ocupar o posto de vice-prefeita de São Paulo, entre 2009 e 2012. Alda foi fundadora da Comissão de Mulheres do extinto MDB e ajudou a implantar o Conselho Estadual da Condição Feminina, do qual foi uma das presidentes. Sua atuação foi fundamental para a criação da primeira Delegacia de Defesa da Mulher, em 1983.

As outras homenageadas são:

Rose Campos, jornalista e especialista em comunicação e sustentabilidade;

Carmen S. Aurazo de Watson – peruana e coordenadora do Centro de Apoio Comunitário Inti Wasi, aos imigrantes;

Vitória Brasília de Souza Lima, Coronel da Reserva da Polícia Militar;

Esmeralda Ortiz – cantora, intérprete e compositora de MPB;

Carla Zulu – pedagoga e coordenadora de projeto Hip-Hop para jovens;

Elaine Pereira da Silva, médica em Clínica Geral em Campinas;

Reimy Solange Chagas – psicóloga e pesquisadora sobre família negra

Baby Amorim – profissional na área de dança;

Maria Aparecida Nalessio – sacerdote de Umbanda, que representa Religião de Matrizes Africanas;

Daniela Adel Zeidan – empresária e pastora evangélica;

Maria José Menezes – bióloga e colaboradora do Núcleo de Consciência Negra da USP;

Cleonice Caetano Souza – sindicalista e secretária da Diversidade no Sindicato dos Comerciários de São Paulo;

Oriana Jara – chilena e diretora do Projeto Presença da América Latina;

Carmelita Maria da Silva – professora e coordenadora do Projeto Dançar, destinado a crianças carentes de Araraquara;

Regiane Souza Neves, professora doutora e idealizadora do Projeto Social Clínica Psicopedagoga Popular.

Durante o evento organizado pelo PSD Movimentos serão expostos paineis com imagens das 16 homenageadas.

Arthur de Souza Neto, coordenador do PSD Movimentos Afro, diz que “o objetivo do evento é premiar as mulheres que lutam por igualdade social”. Maristela Moreira, que também integra o PSD Movimentos, explica: “Queremos divulgar as mulheres que realizam trabalhos bonitos e importantes em diversas áreas da sociedade e que não são conhecidas e reconhecidas”.

Regiane Souza Neves, uma das homenageadas, destaca como a política pode potencializar o número de pessoas beneficiadas por uma ação: “Grande parte das mulheres negras que entram para a política já desenvolvem trabalhos nas comunidades e a política permite alcançar um número maior de beneficiados”.

As comemorações em torno da data, que é lembrada oficialmente no dia 25 de julho, têm o objetivo de denunciar o racismo e a discriminação. “A mulher negra tem em sua história diversos desafios, que incluem discriminação por gênero e raça. Superar diariamente esse duplo preconceito torna essas mulheres fortalecidas e merecedoras dessa homenagem”, finaliza Maristela.

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