PSD MULHER

Rio Grande do Norte é ícone da participação feminina na política

Núcleo feminino do partido fez em Natal seu quinto encontro estadual. Alda Marco Antonio destacou a força da mulher no Estado, que nas últimas eleições elegeu 20% de vereadoras. Meta é dobrar número em 2020.

10/08/2017

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Alda fez um desafio às mulheres do RN: que o Estado dobre o número de prefeitas e vereadoras eleitas no próximo pleito

 

O PSD Mulher reuniu mais de 150 pessoas em Natal durante o quinto evento da série que vem debatendo, por todo o País, propostas para aumentar a participação feminina na política. Segundo Alda Marco Antonio, coordenadora nacional do núcleo, o Rio Grande do Norte é um lugar diferenciado: enquanto o Brasil registrou a média de 10% de vereadoras eleitas em 2016, o Estado teve 20%. Uma outra comparação, segundo ela, demonstra a força feminina ali: “No Rio Grande do Norte, que tem 167 municípios, o PSD elegeu 16 prefeitas e 69 vereadoras nas últimas eleições; em São Paulo, onde há 645 municípios, elegemos cinco prefeitas e 67 vereadoras”.

Segundo Alda, há no Estado uma longa tradição de valorização da participação feminina na política. “Em 1928, quando as mulheres nem tinham direito a voto no Brasil, Alzira Soriano enfrentou todas as dificuldades e se elegeu prefeita de Lajes, com 60% dos votos”. Foi a primeira mulher assumir o governo de uma cidade na América Latina. “Além disto, o Estado já teve três governadoras e a capital, Natal, três prefeitas”, lembra ela.

Alda foi a principal palestrante do encontro organizado pela coordenadora do PSD Mulher no Estado, a primeira-dama Juliane Faria. Ela abordou o tema “A mulher na política, no Brasil e no mundo”. Destacou grandes ícones ao longo da história, como Indira Gandhi, Golda Meir e Margaret Thatcher – “a maior delas”, define – e mostrou que dos 151 países que elegem chefes de executivo, em apenas nove as mulheres ocupam o cargo. “O Brasil já foi governado por quatro delas – Maria I, a imperatriz Leopoldina, na condição de regente; a princesa Isabel, também como regente; e Dilma Rousseff – e chegou a ter três mulheres nos principais cargos da República ao mesmo tempo”, diz. “Hoje, porém dos 150 países que têm mulheres nos parlamentos, ocupamos apenas a 115ª posição”, aponta. “Apenas 9,5% de nossos parlamentares são mulheres”.

Evento reuniu mais de 150 pessoas em Natal

Alda lista os países que estão à frente do Brasil na participação feminina no legislativo: Ruanda (63,8%), Bolívia (53,1%), Andorra (50%), Cuba (49,9%), Suécia (45%), África do Sul (44,5%), Senegal (43,3%), Finlândia (42,5%), Nicarágua (42,4%), Equador (41,6%) e até o Paquistão (12%). No caso específico de Ruanda, há uma razão especial para o número tão superior de mulheres no parlamento: o genocídio que ocorreu no país, que dizimou a população masculina.

“A maioria masculina não é boa para a sociedade, nem mesmo para os homens”, diz Alda. “O ponto de vista feminino é necessário”. No encerramento de sua exposição, Alda fez um desafio às mulheres do Rio Grande do Norte: que o Estado dobre o número de prefeitas e vereadoras eleitas no próximo pleito, em 2020.

Além de Alda Marco Antonio, também fizeram palestras no encontro o juiz Deyvis de Oliveira Marques, que falou sobre feminicídio, e Flávia Lisboa, secretária de Políticas Públicas para as Mulheres do Governo do Rio Grande do Norte, que mostrou os avanços nas políticas dirigidas ao público feminino com a criação da sua pasta pelo governador Robinson Faria, que prestigiou o evento e destacou o trabalho da delegada Sheila Freitas como secretária da segurança do Estado.

O encontro do PSD Mulher em Natal foi o quinto encontro regional realizado. Antes, os Estados de São Paulo, Goiás, Paraná e Piauí também sediaram suas reuniões.

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