CONHECIMENTO

Semana de Ciência e Tecnologia vai estimular novas vocações

Para o ministro Gilberto Kassab, evento que será realizado em outubro, em mais de 1.300 municípios, tem como ponto forte a divulgação, entre os jovens, da ciência, da pesquisa e da inovação

13/06/2018

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O ministro Gilberto Kassab: “evento proporciona que, cada vez mais, a ciência, a pesquisa e a inovação estejam presentes na vida dos brasileiros”

 

Na segunda quinzena do próximo mês de outubro, jovens de todo o país terão a oportunidade de testar a vocação para as carreiras científicas. Esse será um dos objetivos da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que este ano terá o tema “Ciência para a redução das desigualdades”. Para apoiar atividades de divulgação e popularização da ciência nos Estados e municípios, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, anunciou nesta quarta-feira (13) uma chamada pública de R$ 6 milhões.

De acordo com Kassab, “nesses dois anos como ministro, conheci inúmeros jovens que, ao visitarem a SNCT, tiveram a oportunidade de despertar essa vocação. Portanto, acho que esse é o ponto forte do evento, que proporciona que, cada vez mais, a ciência, a pesquisa e a inovação estejam presentes na vida dos brasileiros”.

Realizada nacionalmente desde 2004, a SNCT é coordenada pelo ministério e conta com a colaboração de empresas e órgãos públicos, escolas, fundações de apoio, institutos de pesquisa, museus, universidades e secretarias estaduais e municipais. No ano passado, foi registrado o recorde de municípios participantes: 1.311. Durante o evento, 1.016 instituições desenvolveram mais de 104 mil atividades em todo o território brasileiro.

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro, destacou a importância do evento. “Com a amplitude que ela já ganhou, acho que foi criado um programa de Estado, que é o que buscamos muito na ciência e tecnologia. O destaque que o ministério tem dado à Semana está expresso nos números”, apontou.

 

De acordo com o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Alvaro Prata, o tema “Ciência para a redução das desigualdades” tem o objetivo de discutir o papel da ciência na mitigação dos impactos dessas desigualdades no Brasil e está alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele destacou que o Brasil “é um país pujante, de várias oportunidades, mas uma grande fragilidade são as desigualdades de todas as ordens: regionais, educacionais, sociais, econômicas, de gênero, raça, cor, entre outros. Nada como ter a superação das desigualdades como tema para essa nossa SNCT de 2018, que se apoia, também, nessa grande diretriz que emana dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”.

Edital

Para impulsionar a SNCT 2018, o MCTIC lançou edital no valor de R$ 6,020 milhões. Desse total, R$ 5,020 milhões serão disponibilizados por meio da Secretaria de Políticas e Programas de Política e Desenvolvimento (Seped) e outros R$ 1 milhão via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As instituições têm até o dia 3 de julho para submeter o interesse de financiamento às atividades da SNCT.

Serão disponibilizadas duas linhas de apoio. A Linha A é voltada a projetos estaduais, com até R$ 100 mil para cada proposta. O número de municípios abrangidos nessa modalidade deve ser proporcional ao número total de cidades do Estado. Já a Linha B é para projetos intermunicipais, com até R$ 20 mil disponíveis por projeto, que devem ter ao menos dois municípios participantes.

O número total de projetos contemplados por unidade federativa e por linha de apoio ocorre em função do número total de habitantes do Estado ou distrito interessado em participar da SNCT. A previsão da Seped é que sejam apoiados 168 projetos em todo o país, sendo 31 na Linha A e outros 137 na Linha B.

A chamada prevê ainda uma bolsa de apoio técnico por projeto para auxílio à organização e cadastramento dos eventos e atividades no site oficial da SNCT. Além disso, os projetos que envolverem nações e instituições da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) terão prioridade. “Estão todos convidados a submeter projetos, propostas para eventos e, aqueles que incluem os nossos coirmãos dos países de língua portuguesa, terão uma prevalência sobre os demais”, afirmou o secretário Alvaro Prata.

Na avaliação do presidente do CNPq, Mario Neto Borges, o volume de propostas e de recursos retrata a importância da SNCT como difusora do conhecimento científico. Ele comparou a importância da Semana com a realização da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com apoio do MCTIC.

“No ano passado, tivemos quase 400 projetos submetidos para a chamada, e o recurso deu para atender 186 deles. Há uma intenção e um desejo no Brasil como um todo de que essa questão chegue aos diversos municípios e estados. Junto com a Obmep, são vetores que têm mostrado para a sociedade a importância da ciência e da nossa cultura para o desenvolvimento de uma nação”, observou.

 

Do total de R$ 6 milhões, R$ 5 milhões serão disponibilizados via Secretaria de Políticas e Programas de Política e Desenvolvimento (Seped) e outros R$ 1 milhão via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

Apoio das FAPs

Outra novidade para a SNCT deste ano será o apoio que as fundações estaduais de amparo à pesquisa darão para projetos que não foram contemplados pelo edital do CNPq. Segundo a presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Maria Zaira, serão beneficiadas as iniciativas aprovadas por mérito, mas que não tiveram acesso a recursos via CNPq. Para ela, essa é uma forma de ampliar a capilaridade da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

“Fazemos isso com a certeza de que é um programa da maior relevância, que tem sido feito com muita competência e que tem tido, de fato, uma capilaridade e que tem podido envolver diversos atores. Ter essa oportunidade dá à nossa comunidade científica, tão qualificada, a possibilidade de apresentar para a sociedade o que a ciência tem feito para contribuir com a vida das pessoas, com a redução das desigualdades em todos os níveis”, explicou Maria Zaira, que também preside a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg).

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