INTERNACIONAL

Senado vai avaliar diretrizes para integração sul-americana

Para Nelsinho Trad (PSD-MS), políticas são essenciais para intensificar parcerias entre as nações sul-americanas e estabelecer corredores de comércio de menor custo com a Ásia

09/05/2019

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O senador Nelsinho Trad: “Vamos avaliar o potencial, mas também as deficiências e gargalos que precisamos superar visando essa integração” Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), sugeriu nesta quinta-feira (9) que sejam avaliadas as atuais diretrizes do governo brasileiro para a integração logística e física na América do Sul.

O senador entende que estas políticas são hoje essenciais não somente para intensificar parcerias entre as nações sul-americanas, mas também visando o estabelecimento de corredores de comércio mais rápidos e de menor custo com a Ásia.

Para Nelsinho Trad, “o efeito dessa integração será multiplicador nos fluxos de comércio e investimentos. Vamos avaliar o potencial, mas também as deficiências e gargalos que precisamos superar visando essa integração. O mais relevante, a meu ver, é o corredor bioceânico, que diminuirá em 8 mil quilômetros o transporte e escoamento de produtos ligando países banhados pelos oceanos Atlântico e Pacífico”, detalhou.

Também na seção desta quinta-feira a CRE decidiu avaliar durante o ano de 2019 a Política de Defesa Cibernética, que está sob a alçada do Exército brasileiro. O Regimento do Senado prevê que, anualmente, cada Comissão analise criticamente os resultados alcançados por até três políticas públicas conduzidas pelo governo federal. A iniciativa partiu do senador Esperidião Amin (PP-SC), para quem o setor cibernético é, ao lado do espacial e do nuclear, estratégico para a defesa do país.

De acordo com o senador catarinense, é preciso fortalecer e aperfeiçoar os dispositivos de segurança e adotar procedimentos visando diminuir a vulnerabilidade dos sistemas que possuam suporte de tecnologia da informação e comunicação. Além disso, completou, “a área permite o fomento de pesquisas científicas e o estabelecimento de parcerias com a indústria nacional, na produção de sistemas inovadores. A intenção da atual Estratégia Nacional de Defesa é evoluir o atual sistema para Comando de Defesa Cibernética das Forças Armadas”.

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