Loading

Pesquisar

PSD 10 ANOS

A próxima década do PSD

Nosso partido propõe a conciliação e a união daqueles que buscam superar as dicotomias irracionais, escreve Vilmar Rocha, fundador do PSD

27 de set de 2021

Vilmar Rocha, fundador do PSD, coordenador de Relações Institucionais da Fundação Espaço Democrático e presidente do partido em Goiás

Ao anunciar a fundação do PSD, em 27 de setembro de 2011, o então prefeito de São Paulo Gilberto Kassab afirmou que o partido não seria de direita, não seria de esquerda, nem de centro. Naquele momento, estávamos deixando o DEM para fundar uma nova legenda, sem traços ideológicos predominantes e aberta às correntes mais centristas. Foi um posicionamento estratégico, buscando a formação e o crescimento da legenda.

Nestes dez anos de fundação, o PSD se consolidou como um partido de centro, esquivando-se dos espectros políticos dicotômicos e extremados. Nos colocamos na política contrários aos radicalismos, buscando na convergência, nunca na divergência, encontrar o ponto de equilíbrio.

Ser de centro não significa estar em cima do muro ou propenso à adesão, como atacam os críticos. Nosso posicionamento político nos permite a dúvida, mas não nos leva à indecisão. Somos favoráveis à concertação política entre as forças partidárias comprometidas com o País dentro das boas práticas democráticas e republicanas, e nos opondo às vaidades e projetos personalistas.

O centro democrático a que o nosso partido se molda é o mesmo que nas democracias já consolidadas em todo o mundo promove, organiza e sustenta o debate público sobre temas que impactam a vida das pessoas; em desfavor das causas privadas e pessoais.

Para a década que se inicia o PSD tem novos desafios relacionados à construção e consolidação de sua identidade programática e de mecanismos que garantam a fidelidade a esse programa, que tem como principais eixos o compromisso irrestrito com a Democracia e o Estado de Direito; apoio incondicional à educação de qualidade, com ênfase no ensino fundamental; e o combate à desigualdade social.

O traço liberal da nossa legenda não se opõe às políticas públicas que garantam aos indivíduos acesso aos bens necessários para seu desenvolvimento, garantindo sua autonomia e minimizando a desigualdade social.

Nós, fundadores do PSD, compromissados com essa legenda e com os rumos do País, devemos priorizar o eixo programático definido pelo partido nos próximos dez anos.

Em tempos de bipolarização e radicalismo, que desviam o jogo político do campo da civilidade, do diálogo e da concórdia, o nosso partido propõe a conciliação e a união daqueles que buscam superar as dicotomias irracionais.

Nossa maior inspiração de hoje e de dez anos atrás é a esperança de Juscelino Kubitschek, maior estadista da história republicana do Brasil: “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu País e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”.

Artigo publicado no jornal “O Popular”, de Goiânia, em 26 de setembro de 2021.

Informações Partidárias

Notícias