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Alda Marco Antonio: ‘Nós, as candidatas do PSD’

Em artigo, coordenadora do PSD Mulher defende maior participação da mulher na política. "Elas fazem muita falta nas câmaras municipais, nas assembleias estaduais e na Câmara Federal bem como também no poder executivo".

16 de set de 2014

Alda Marco Antonio, coordenadora do PSD Mulher

Alda Marco Antonio, ex-vice prefeita de São Paulo e coordenadora do PSD Mulher

Quando se fala em participação feminina na política, nós, do PSD, podemos dizer com orgulho: estamos fazendo nossa parte. Este ano temos quase 180 candidatas concorrendo a cargos parlamentares nos 27 Estados da Federação. Ainda é pouco, pois temos mais de 630 concorrentes no total. Mas estamos avançando e atribuo esse resultado também ao trabalho do PSD Mulher, que vem se desenvolvendo em todo o País, despertando a atenção das mulheres para a importância da atuação política.

Não podemos, em pleno século 21, conviver, no Brasil, com mais da metade de todas as Câmaras Municipais tendo apenas homens como vereadores. É imprescindível o pensamento feminino quando se toma decisões que valem para todos.

As mulheres têm características próprias, diferentes, que certamente contribuem para tornar mais abrangente a análise dos problemas. Com maior participação, poderemos encontrar soluções mais adequadas, mais afinadas com as necessidades de todos os brasileiros e brasileiras.

Essa identidade fica clara quando analisamos o perfil das candidatas do PSD. Em sua maioria, elas são casadas (50%), têm curso superior (58%) e atuam em diversas profissões, sendo que apenas 9,8% se declaram donas de casa. O maior contingente de candidatas está na região Centro-Oeste (25%), seguidas pelo Nordeste (22%) e Sudeste (22%).

Os percentuais mostram que as candidatas do partido representam segmentos muito importantes da população e podem, por isso, levar essa afinidade aos parlamentos, contribuindo para calibrar melhor as decisões que norteiam o avanço de nossa sociedade.

Talvez a baixa representação feminina esteja na raiz do atual distanciamento verificado entre os eleitores e os parlamentares. Apesar de as mulheres representarem 51,95% do eleitorado, elas não preenchem nem 10% dos cargos eletivos do Congresso Nacional, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os 513 deputados federais, há apenas 45 mulheres eleitas em 2010, o que representa 9% do total, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Percentuais semelhantes foram verificados nas eleições municipais de 2012, quando foram eleitas 657 prefeitas (11,84% do total) e 7.630 vereadoras (13,32% do total).

Há, portanto, um grande espaço a ser ocupado. As mulheres precisam despertar para a importância de seu papel no cenário político. Elas fazem muita falta nas câmaras municipais, nas assembleias estaduais e na Câmara Federal bem como também no poder executivo.

Por isso, quero, como coordenadora nacional do PSD Mulher, parabenizar e agradecer a todas as nossas candidatas nas eleições deste ano. A essas guerreiras envio, em nome de todo o partido, o meu agradecimento. Sendo eleitas ou não, já as considero vencedoras, tanto pela contribuição que estão dando ao partido, ao País e à democracia quanto pela experiência que estão ganhando.

Faço, por fim, um apelo a todas, eleitas ou não: nunca deixem de lutar por espaço e poder da mulher na política.

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