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Independência responsável

Gilberto Kassab debate as liberdades de deveres do cidadão, como não jogar lixo na rua e nos córregos, e ajudar a conservar o patrimônio público, incluindo placas de sinalização, lixeiras, tampas de bueiros, fiação elétrica, entulho nas calçadas, orelhões...

07 de set de 2011

Gilberto Kassab

Uma cidade é independente quando os cidadãos se conscientizam dos seus deveres, assumem um compromisso com valores de convivência vitais para o fortalecimento da vida coletiva e participam ativamente da solução de problemas do seu dia a dia.

Neste 7 de Setembro, agucemos nosso sentido de cidadãos livres. Livres e compromissados como dever de não jogar lixo na rua, nos córregos, para diminuir o impacto das enchentes. Cidadãos responsáveis pela conservação do patrimônio público construído e mantido com o dinheiro de todos, mas pichado e destruído -aí incluídos prédios, equipamentos, placas de sinalização, lixeiras, tampas de bueiros, fiação elétrica, iluminação, entulho nas calçadas, vandalismo em escolas, trens, ônibus, orelhões, praças,monumentos…

Vigilantes, independentes, sejamos também cidadãos educadores, fortalecendo o papel da escola e da família na formação das novas gerações.

Nessa data, penso na complexidade de liberdades e compromissos que permeiam a existência de 11 milhões de paulistanos. E na responsabilidade social de aperfeiçoar nossos vínculos e ações, conscientizando- nos cada vez mais de nossa responsabilidade coletiva.

Gosto de andar pela cidade, visitar obras, escolas, participar de atos públicos e conversar com as pessoas. Quanto mais nos aproximamos, mais nos conhecemos, mais amplio minha percepção das prioridades da cidade. E sinto também que as pessoas se sentem mais seguras e com mais independência. Uma independência vital, que não comporta egoísmos nem isolamentos.

Viradas culturais, marchas e caminhadas, eventos esportivos, shows gigantescos de arte e cultura, encontros em que pontifica a espiritualidade…

São todos exemplos de participação popular, como é a atuação em assembleias, audiências e conselhos comunitários. Isso mantém os cidadãos alertas contra preconceitos, racismos, e ajuda a preservar liberdades tão duramente conquistadas.

Nesse contexto, cito medidas que têm marcado nossa administração, desde a criação do projeto Cidade Limpa até a recente sanção da lei que proíbe o uso do telefone celular nas agências bancárias. É normal que atos que impliquem em restrições e exijam mudanças de comportamento enfrentem incompreensões. Mas constatamos que prevalece a percepção do benefício coletivo.

Foi assim com o fechamento de estabelecimentos comerciais que funcionavam em zonas não permitidas; e coma restrição à circulação de motos nas pistas expressas da marginal Tietê. O trânsito andou melhor com a proibição de ônibus fretados e de caminhões na marginal Pinheiros. O cidadão vê o benefício, aceita e muda.

A inspeção veicular foi recebida como “mais um avanço ao bolso do contribuinte”. Fato: a qualidade do ar deixou de se deteriorar como vinha se deteriorando.

Nossa luta pela ordenação do comércio de produtos legais na feirinha do pátio do Pari, numa ação conjunta como Ministério Público, a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal, está sendo entendida e apoiada.

E vamos seguir no combate ao comércio ilegal, ao contrabando e ao crime. O importante é que a intensificação da vida comunitária e a valorização dos laços com o poder público podem mostrar -como dizia o filósofo austríaco Martin Buber- que “nossa efêmera existência entre o nascimento e a morte pode se transformar numa plenitude, se for um diálogo”, e eu acrescentaria o seguinte: entre pessoas livres e compromissadas. Bom Dia da Independência para todos! 

Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo em 7 de setembro de 2011.

 

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