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Junji Abe: Lição dos “rolezinhos”

Para o deputado, se o Brasil oferecesse uma educação de qualidade é possível que a balbúrdia registrada nos “rolezinhos” jamais acontecesse.

20 de jan de 2014

Junji Abe é deputado federal pelo PSD-SP

Junji: Amor, diálogo e harmonia

A mobilização pelas redes sociais que viabilizou manifestos legítimos é a mesma estratégia usada para promover os “rolezinhos” em shopping centers. Pouco restou da proposta original do encontro de jovens de diversas tribos para troca de ideias e interação social, num clamor por opções acessíveis de lazer e entretenimento. Salvo exceções, os “rolezinhos” favorecem a infiltração de desocupados que se dedicam a vandalizar lojas, praticar roubos, assustar clientes e atemorizar lojistas, entre outros atos de violência.

Fique claro que exercer a cidadania e debater seu papel na sociedade são ações valiosas para a juventude. Mas, a violência não pode ser a linguagem para cobrar mudanças. É inadmissível que o comportamento hostil de um grupo possa ferir o direito dos demais que estão trabalhando, comprando ou passeando. Principalmente, nas férias quando famílias inteiras circulam pelos shoppings.

Se o Brasil oferecesse uma educação de qualidade, é possível que a balbúrdia registrada nos “rolezinhos” jamais acontecesse, independentemente do número de participantes. Meninos e meninas estariam melhor preparados para exigir do poder público o atendimento de suas reivindicações, sem violentar o direito dos outros cidadãos. A sofrível formação educacional da população maculou até as legítimas manifestações populares de junho. Protestos pacíficos viraram palco para vândalos mascarados.

Em que pesem os esforços, não conseguimos implantar o período integral nas escolas, da educação infantil ao ensino médio. Míseras quatro horas diárias não garantem boa formação escolar nem a gênios. Crianças e adolescentes, fora das aulas, viram presas fáceis para o narcotráfico. A evasão escolar continua alta. Ainda não foram implementadas as políticas que defendemos para ajustar o conteúdo curricular, adequar e equipar escolas e valorizar o magistério.

Para completar, predomina a desestruturação familiar que bloqueia a orientação em questões morais; nos conceitos de certo e de errado. Também falta religiosidade – independente do credo. Liberdade é vital; diversão idem. Amor, diálogo e harmonia dentro de casa pavimentam o caminho para o bom convívio social.

Não basta clamar por mais ação e efetivo policial. Senão, os tributos que pagamos servirão só para construir presídios e bancar a polícia. Vale lembrar que a mera repressão tem efeito passageiro. O medo opera como empecilho temporário porque é da natureza humana desafiar aquilo que teme. Já a consciência muda a atitude. É isto que buscamos. E começa dentro de casa, com a família unida.

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