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Junji Abe: ‘Quais as chances de Jesus?’

Em artigo, ex-deputado federal pelo PSD-SP faz uma reflexão sobre como reagiria a Humanidade se o principal símbolo do Cristianismo estivesse vivo nos dias atuais.

23 de dez de 2015

Junji Abe, ex-prefeito de Mogi das Cruzes e ex-deputado federal pelo PSD-SP

Penso no filho de Deus, que deu origem à sagrada comemoração do Natal. Há 2015 anos, ele foi incompreendido, tido como blasfemo, fraudador e uma ameaça ao poder da época. Nada fez para merecer os rótulos que o levaram ao martírio extremo e à crucificação. Tudo fez para tornar o mundo melhor. Era humilde, bondoso, pregava a paz e o amor ao próximo. Exatamente por suas qualidades e dons divinos, foi assassinado pela humanidade.

Se fosse hoje, o que faríamos ao filho de Deus? Acreditaríamos? Ou acharíamos que se tratava de mais um charlatão? Num mundo atolado em mazelas, com cada um buscando a brasa só para a própria sardinha, como reagiríamos a alguém que pregasse o absoluto desapego não só ao dinheiro e a outros bens materiais, mas também a qualquer cobrança emocional?

Como lidaríamos com um ser que desprezasse a riqueza, fosse incorruptível, despido de vaidades e não quisesse o poder? Ao contrário, que vivesse e dissesse que todos somos iguais, devendo nos amar uns aos outros? Pensaríamos tratar-se de político demagogo?  A mídia escarafuncharia sua vida para tentar achar algo podre? Seria tachado de esquerda radical ou de extrema direita? Cobraríamos que se posicionasse a favor ou contra o impeachment? Exigiríamos que entoasse um “fora Cunha”?

Até que ponto seríamos diferentes daqueles que o crucificaram? Se Ele fosse empurrado para o banco dos réus, iríamos às ruas para atestar sua inocência e exigir sua liberdade? Ou preferiríamos poupar qualquer Barrabás em vez de Jesus?

Ao fazer essas questões, invoco uma reflexão sobre tudo o que o filho Deus representa, principalmente para os que, como eu, Nele acreditam. Apenas por um instante, pensemos no ser que veio para mudar o mundo. E mudou. Graças à nobreza da sua alma e à verdade das suas lições. Apesar das grotescas falhas humanas. “Quais as chances de Jesus na atualidade?”, pergunto. E respondo que Ele não precisa. Já nos mostrou o significado de amor, deu-nos a esperança do renascimento e a certeza de que o Pai olha por nós. Aproveitemos a chance de aceitar – e praticar – o que Ele ensinou. Usemos a oportunidade de sermos melhores. De sermos também filhos de Deus. E brindemos o aniversário do Mestre, trazendo para todos os dias o significado do seu nascimento e vida.

Viva Jesus! Feliz Natal!

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