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Opinião

Rogério Schmitt: ‘PSD se destaca na nova geração de partidos’

Cientista político Rogério Schmitt avalia: dos 10 partidos criados desde 2001, o PSD é o único que pode ser classificado como grande, à frente dos demais no número de prefeitos e vereadores eleitos e no tamanho da bancada federal.

01 de nov de 2016

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Rogério Schmitt, cientista político e colaborador do Espaço Democrático

A grande maioria dos atuais 35 partidos políticos em atividade no país surgiu no século XX: alguns ainda durante o regime militar, outros durante o processo constituinte, e outros já no atual período de plenitude democrática.

Mas o nosso sistema partidário também conta com o que poderíamos chamar de uma nova geração de partidos. São as 10 legendas fundadas após a virada do milênio. Que balanço é possível fazer desses partidos do século XXI?

O quadro abaixo relaciona os integrantes desse grupo de novos partidos brasileiros. Para cada um, indica-se o ano de sua fundação, a quantidade de eleições já disputadas (gerais e municipais) e a sua relevância política (estimada pelo seu número de prefeitos e vereadores eleitos em 2016 e pelo seu atual número de senadores e deputados federais).

tabela partidos 1-11-16
Os partidos mais antigos dessa nova geração (o PRB e o PSOL) foram fundados ainda no governo Lula e já disputaram um total de seis eleições (três ciclos eleitorais completos). Por coincidência, foram justamente estas duas siglas que se enfrentaram no segundo turno para prefeito do Rio de Janeiro.

Os partidos mais novos dessa nova geração surgiram após 2010. PSD, PPL, PEN, PROS e SD já disputaram ao menos um ciclo eleitoral completo. E as três legendas criadas no ano passado (Novo, Rede e PMB) acabam de participar de sua primeira eleição.

Por sua vez, a análise da força político-eleitoral dos partidos que integram essa nova geração mostra que, na política, nem sempre antiguidade é força. Os partidos mais fortes não são necessariamente os mais antigos.

Não é difícil constatar que o PSD é o único partido dessa nova geração que pode ser considerado grande. Ele aparece muito à frente dos demais no número de prefeitos e vereadores eleitos em 2016, e também no tamanho de sua bancada no Congresso Nacional. Por estes mesmos critérios, há três partidos de porte médio (PRB, SD e PROS) e seis partidos pequenos (PSOL, PPL, PEN, Novo, Rede e PMB).

Será que os partidos do século XXI teriam alguma vantagem inata sobre os partidos do século XX? Ainda é muito cedo para afirmar. A maioria deles disputou um número muito reduzido de eleições, e a força política dos partidos mais antigos também é muito grande.

Mas a experiência internacional ensina que as chances de crescimento dos partidos novos são diretamente proporcionais à sua capacidade de representar clivagens sociais ou correntes de opinião que não foram absorvidas pelos partidos tradicionais.

Como o Brasil está passando por um momento histórico de grandes transformações sociais, são extremamente promissoras as chances de consolidação de partidos renovadores e de perfil centrista, como o PSD.

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