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Ricardo Patah: O inferno dos juros altos

As taxas elevadas dos cartões de crédito impossibilitam o crescimento da nossa economia e dificultam demais a vida dos consumidores e empresários, diz o coordenador do PSD Movimentos.

08 de maio de 2012

Ricardo Patah, presidente da UGT e coordenador do PSD Movimentos

Os juros dos cartões de crédito estão nas nuvens. As taxas vão de 185% a 283,3%, dependendo da operadora. O governo está pressionando para que desçam. Só os bancos oficiais, especialmente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, tomaram atitudes nesse sentido. As instituições privadas estão demorando para agir.

E não são só os cartões de crédito que abusam dos juros altos. As taxas dos bancos também são extorsivas. Qualquer empréstimo, por menor que seja, acaba sendo um “Deus nos acuda” para quem o toma. Veja só esse exemplo: R$ 1.000,00, podem chegar a uma dívida de R$ 3.500,00, dependendo da taxa cobrada.

Mas o governo Dilma não está dando moleza. A presidente fez um discurso, na véspera do Dia dos Trabalhadores, afirmando que, no geral, os juros ainda estão muito altos. Impossibilitam o crescimento da nossa economia e dificultam demais a vida dos consumidores e empresários, especialmente das micros e pequenas empresas, que são as que mais empregam.

Na condição de presidente de uma das principais centrais sindicais do Brasil, a UGT (União Geral dos Trabalhadores) eu me junto ao clamor da nossa presidente. Quero informar que a UGT e as demais centrais sindicais estão reclamando das altas taxas de juros há muito tempo.

Essa situação já foi exposta ao governo muitas vezes. Só agora é que a presidente Dilma resolveu agir. Ainda bem. Antes tarde do que nunca. O inferno dos juros alto precisa acabar para o bem de todos.

Artigo publicado no jornal Visão Oeste em 4 de maio de 2012.

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