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Ricardo Patah: ‘Os trabalhadores dos Brics’

"Queremos participar da direção do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), para que a instituição não sirva apenas aos interesses dos empresários", diz, em artigo, o coordenador PSD Movimentos.

21 de ago de 2014

Ricardo Patahpresidente da UGT e coordenador do PSD Movimentos

Os trabalhadores dos Brics estão de olho no Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), criado no encontro de Fortaleza, no dia 15 último, com a presença de todos os presidentes dos cinco países que formam o bloco. Queremos participar ativamente na direção do banco e oferecer sugestões para que a nova instituição não sirva apenas aos interesses dos empresários. Para isso, entregamos um documento a presidente Dilma Rousseff, que prometeu fazer a ponte para que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.

Os países que formam o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) têm muito em comum, e por essa razão é importante que o Brics Sindical, com seu olhar cidadão, tenha a capacidade de influir nas decisões do bloco. Isso significa, por exemplo, exigir empregos de qualidade, o fim da precariedade e do trabalho infantil. E claro, que o crescimento econômico contemple também os trabalhadores, até porque o NBD já nasce com um capital de US$ 50 bilhões.

O peso econômico dos Brics é inegável, já que seu PIB quase se equivale ao da União Europeia, e isso é muito importante para o desenvolvimento mundial.

Ao receber os trabalhadores no encontro de Fortaleza a presidenta Dilma Rousseff protagonizou um marco histórico ao defender que o Brics Sindical seja ouvido nas decisões do bloco. Ela sinalizou ainda que os recursos do banco – e isso nos deixa muito felizes – devem ter um olhar não apenas nas questões econômicas que envolvem o grupo de países, mas também foco na classe trabalhadora, com ênfase nos seus aspectos sociais.

É necessário também que os países do Brics avancem nas políticas públicas que favoreçam a distribuição de riquezas, a segurança alimentar e energética de nossas nações, e que efetivamente juntem esforços no campo de estudos e pesquisas sobre mercados laborais, para que o avanço seja completo. 

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