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Ricardo Patah: ‘Telefonia muito ruim’

Coordenador do PSD Movimentos critica, em artigo, serviços prestados pelas operadoras e defende aprovação de projeto de lei que pune aquelas que não atenderem reclamações dos usuários.

08 de abr de 2014

Ricardo Patah, presidente da UGT e coordenador do PSD Movimentos

A telefonia no Brasil virou um caso de polícia. É campeão de queixas nas entidades de defesa do consumidor. Recebe quase um bilhão de reclamações por mês (875 milhões). E poucas delas são atendidas. Esta é que é a grande verdade. Como prova o jornalista Leão Serva.

Para resolver um problema de um de seus celulares, Leão ligou 115 vezes para ser atendido uma única vez pela Anatel. A maratona começou às 9h e terminou às 14h. Só um usuário persistente como ele para “perder” todo esse tempo. Mas não havia outro jeito. Melhor insistir. E foi o que ele fez.

É um absurdo que, em pleno século 21, tenhamos um serviço de péssima qualidade como esse. Leão não teve dúvidas. Contou a seus leitores do jornal “Folha de S. Paulo” tudo que aconteceu. Provou que os serviços do nosso sistema telefônico são caros, ineficientes e de péssima qualidade.

Temos instalados no Brasil cerca de 272 milhões de telefones celulares, para aproximadamente 200 milhões de habitantes. Isso quer dizer que muitos usuários têm mais de um aparelho. Mas as empresas de telefonia têm uma infraestrutura para atender a apenas 100 milhões de assinantes. Não cabe, não é mesmo?

Esse número foi discutido no dia 26 de março,em audiência na Câmarados deputados, reunindo UGT (União Geral dos Trabalhadores), Proteste-Associação de Consumidores, e as empresas de telefonia Vivo, Tim, Claro e Oi, e não foi contestado por nenhuma das operadoras.

O que elas reivindicaram junto ao presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, é que ele colocasse em votação, já nas próximas semanas, a “Lei das Antenas” (Projeto de Lei 5.013/13), que trata da melhoria da infraestrutura das telecomunicações, em especial da telefonia e internet móvel, e beneficia, e muito, as telefônicas.

Em compensação, as empresas que não atenderem as reclamações dos usuários, poderão ser punidas. Projeto de lei nesse sentido está sendo preparado pela UGT e o Proteste, através do deputado Roberto Santiago (PSD-SP). Vamos fazer marcação cerrada.

 Artigo publicado no jornal Diário de S.Paulo em 6 de abril de 2014.

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