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Roberto Macedo: ‘A economia ainda voando baixo, a saída é aumentar os investimentos’

Para o economista, a ampliação de concessões e PPPs, assim como maiores investimentos em setores como agronegócio, mineração e metalurgia tornariam o Brasil mais competitivo.

05 de set de 2013

Roberto Macedo, economista e coordenador do Núcleo de Estudos do Espaço Democrático.  

O entusiasmo com a última taxa do Produto Interno Bruto (PIB) trimestral durou pouco. A do segundo trimestre deste ano, divulgada em 30/8, foi de 1,5% relativamente ao primeiro trimestre. A próxima, a deste trimestre, deverá vir no final de novembro, mas vários dados e percepções de analistas indicam turbulência nesse período.

Na indústria, que havia crescido 2% no segundo trimestre, o IBGE mostrou quatro dias depois uma queda de 2% em julho. E há sinais de acumulação indesejada de estoques, que prenúncio de menor ritmo de produção.

A agropecuária, que no segundo trimestre cresceu 3,9%, neste terceiro ingressou em período de entressafra. A agropecuária tem pequena participação no PIB perto de apenas 5%. Mas, o agronegócio como um todo tem cerca de 22%, com o que o impacto daquele subsetor se expande, como na indústria. Por exemplo, a produção de tratores de rodas aumentou 18,3% e a de colheitadeiras 19,4% nos primeiros seis meses de 2013 relativamente a igual período de 2012. Esse ímpeto deverá diminuir, pois a safra vindoura deverá ter crescimento menor que a de 2013, que foi recorde e comparada à de 2012, um ano em que foi ruim.  

Taxa de câmbio em alta e volátil, com efeitos inflacionários e riscos de novos aumentos da taxa básica de juros; queda da confiança de empresários e consumidores; menor expansão do emprego formal;  e taxas de desemprego em julho e julho um pouco superiores às dos mesmos meses no ano passado, numa ultrapassagem que não acontecia desde 2009, ano em que a taxa de crescimento da economia foi negativa, também compõem um cenário desfavorável para economia. Com isso, espera-se outra taxinha para seu PIB em 2013, algo entre 2 e 2,5%.

O que fazer? A receita que vêm dos debates no âmbito do Espaço Democrático permanece a mesma: tudo deve ser feito para aumentar a taxa de investimentos da economia. Particularmente a dos investimentos públicos em infraestrutura física e social, esta como a do transporte urbano de passageiros. O governo federal arrecada demais e investe muito pouco. Por isso mesmo, esses debates convergem no sentido de convocar o setor privado para uma substancial ampliação das concessões e parcerias público-privadas. E também no sentido de o Brasil concentrar mais atenção naquilo que já sabe fazer bem, como o agronegócio, a mineração e a metalurgia. Aí tem vantagens competitivas que podem ser mais facilmente ampliadas, em particular com mais investimentos em infraestrutura.  

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