CONGRESSO

‘A tragédia Ianomâmi exige a união das instituições’

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), classificou como “desoladora” a situação dos povos indígenas em Roraima e assegurou o compromisso com medidas para enfrentar a tragédia

23/01/2023

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Rodrigo Pacheco: “Registro o comprometimento do Senado para, no que couber ao Legislativo, assegurar medidas contra essa tragédia”

 

Redação Scriptum com Agência Senado

 

A situação do povo Ianomâmi, que enfrenta uma grave crise sanitária e nutricional, exige a união das instituições. A afirmação é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que classificou como “desoladora” a calamidade enfrentada pelos povos indígenas, que levou o Poder Executivo a declarar, na sexta-feira (20), emergência em saúde pública de importância nacional na região. Em uma rede social, Pacheco disse que a Casa deve trabalhar para assegurar proteção aos ianomâmis.

“A desoladora situação vista na Terra Ianomâmi, em Roraima, onde centenas de indígenas, boa parte composta por crianças, morreram nos últimos anos em razão da falta de assistência, por doenças, por desnutrição e pelo avanço do garimpo ilegal, exige a união das instituições. Registro o comprometimento do Senado para, no que couber ao Legislativo, assegurar medidas contra essa tragédia que atinge o povo Ianomâmi”, afirmou Pacheco.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Roraima no sábado (21) e prometeu agir no combate aos garimpos ilegais, apontados como causa da tragédia humanitária. Ele editou um decreto que cria o Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento à Desassistência Sanitária das populações em território Ianomâmi.

De acordo com o Palácio do Planalto, 99 crianças ianomâmis morreram em razão da insegurança alimentar e falta de atendimento de saúde, segundo dados de 2022. As vítimas tinham menos de quatro anos de idade e foram acometidas de desnutrição, pneumonia e diarreia. Equipes do Ministério da Saúde identificaram crianças e idosos em estado grave de saúde, com desnutrição acentuada, além de muitos casos de malária e infecção respiratória aguda.

Para o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), “não é de hoje que as crianças ianomâmis sofrem com o abandono estatal”. “Em 2007, a Fundação Nacional de Saúde já apontava a situação crítica. Se ainda hoje as crianças sofrem, é por causa do histórico abandono governamental. O momento exige atenção e precisamos investigar e punir os culpados”, afirmou.

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