SEGURANÇA

Amazonas discute soluções para desafogar presídios

O deputado Sidney Leite (PSD-AM) se comprometeu a buscar recursos do Fundo Penitenciário Nacional para a construção e recuperação de presídios no interior e na capital amazonense

26/11/2019

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O deputado Sidney Leite em audiência pública sobre o sistema prisional do Amazonas

 

Em audiência pública sobre o sistema prisional do Amazonas, realizada na segunda-feira (25) na Assembleia Legislativo do Estado, o deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) se comprometeu em lutar junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para viabilizar mais recursos do Fundo Penitenciário Nacional para a construção e recuperação de presídios no interior e na capital do Amazonas.

A audiência pública sobre o sistema prisional, conduzida por ele, reuniu autoridades que atuam na área. Conforme Leite, há um deficit de unidades prisionais no interior do Estado, em que muitas delegacias municipais têm virado uma espécie de “presídio” para abrigar os presos provisórios, o que acaba contribuindo para a precariedade nessas unidades prisionais. Leite defende que seria necessário, por exemplo, ter um presídio por calha de rio para desafogar as unidades da capital.

Além de recursos financeiros, o deputado disse ainda que vai atuar e mobilizar a bancada federal do Amazonas em Brasília no sentido de dar celeridade para a liberação de verba oriunda do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para a construção de unidades prisionais no Estado, a exemplo do presídio de Manacapuru (distante a 80 quilômetros de Manaus), cujo recurso foi devolvido à origem por conta da burocracia.

O parlamentar defendeu uma integração do governo federal em ajudar o governo do Amazonas para enfrentar a crise prisional, que as unidades carcerárias tenham mais segurança e, que, seja construído presídios estaduais de segurança máxima para que os presos perigosos que comandam facções criminosas estejam totalmente isolados.

A superlotação dos presídios do Amazonas, o desrespeito aos direitos humanos dos detentos e a cobrança por um concurso público para agentes carcerários também foram temas abordados na mesa-redonda e trazidos à tona por representantes do Ministério Público do Estado (MP-AM), Tribunal de Justiça do Estado (TJAM), Defensoria Pública e Pastoral Carcerária, que estiveram presentes na audiência.

A juíza titular da 2ª Vara de Execuções Penais (VEP) que cuida do regime semiaberto, do Tribunal de Justiça, Sabrina Ferreira, defendeu a construção de uma unidade prisional para os detentos do semiaberto, que hoje estão em sua maioria com tornozeleiras eletrônicas, para que eles iniciem o processo de ressocialização antes de serem colocados na rua com estes equipamentos eletrônicos.

Segundo ela, a decisão de liberar os detentos do semiaberto com o uso de tornozeleiras se pautou muito pelo fato de esses presos estarem misturados com os do regime fechado e, serem alvos fáceis de extorsão, no sentido de levarem para dentro das unidades drogas, dinheiro, celulares, etc.

Conforme a juíza, hoje o Estado possui 3.498 presos no semiaberto usando tornozeleiras eletrônicas de um universo de 11.771 presos, entre condenados e provisórios.

A promotora de Justiça Carla Guedes, que atua no semiaberto, defendeu a construção de uma unidade prisional mista, que possa abrigar esses detentos que estão enquadrados nessa categoria. Ela defendeu ainda a realização de concurso público para agentes carcerários para o sistema prisional do Estado.

Participaram ainda do debate o secretário de Administração Penitenciária, coronel Marcos Vinicius; o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), que cuida do regime fechado, Rômulo Barros; a promotora de Justiça que atua no regime fechado, Elisandra Lira; o defensor público, Théo Costa; o delegado da Polícia Federal, Leandro Almada; e o representante da Pastoral Carcerária, Francenilson Santos.

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