EDUCAÇÃO

Deputado propõe mais apoio a alunos com deficiência

Projeto do deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP) obriga o poder público a oferecer um segundo professor para atender, junto com o titular, os alunos com deficiência da educação básica regular

18/08/2023

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O deputado Gilberto Nascimento: “É necessário separar as demandas por professor: um para atender às demandas pedagógicas e outro para as demais atividades”

 

Edição Scriptum com site da Liderança do PSD na Câmara

 

O poder público poderá ser obrigado a assegurar a presença de um segundo professor para atender, de forma conjunta com o professor titular, os alunos com deficiência matriculados na educação básica regular. Isso é o que propõe o Projeto de Lei 2861/22, de autoria do deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), que está em análise na Câmara.

“É necessário separar as demandas por professor: um para atender às demandas pedagógicas e outro para as demais atividades”, explica Nascimento.

O texto, que altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência, estabelece que o segundo professor vai atuar por turma, terá formação em educação especial, e não vai se confundir com o profissional de apoio escolar, já previsto no estatuto, que passará a trabalhar por turno. Este profissional executa tarefas que não requerem formação específica, como alimentação e locomoção dos estudantes com deficiência.

Para Nascimento, a existência de dois professores por turma, sendo um deles com formação própria, vai melhorar o atendimento aos alunos com deficiência.

“Entendemos a necessidade de separar as demandas por profissional, garantindo, dessa forma, um profissional com formação específica para atender às demandas pedagógicas dos alunos com deficiência”, disse.

E completou: “O profissional de apoio continua sendo necessário para todas as outras demandas, não sendo necessariamente um profissional de apoio por turma, podendo ser um por turno.”

O projeto obriga ainda o poder público a assegurar acesso à educação a distância em igualdade de oportunidades e condições para os estudantes com deficiência, e institui a Política Nacional de Acessibilidade Educacional, a ser executada em articulação com outros programas e políticas destinados à inovação, acessibilidade e tecnologia na educação.

A proposta também altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para incluir entre as atribuições do Conselho Nacional de Educação (CNE) a edição de diretrizes nacionais para a educação a distância.

Esta será adotada em situações emergenciais (como já ocorre hoje) ou para os estudantes com deficiência, quando for a modalidade mais adequada, comprovada por avaliação psicossocial.

O projeto está em análise em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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