EXPORTAÇÃO

Lula e Fávaro destacam abertura de novos mercados

Acompanhando o presidente, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, visitou frigorífico do Mato Grosso do Sul recentemente habilitado para exportar carne à China, gerando empregos e renda

12/04/2024

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O presidente Lula e o ministro Fávaro: expectativa é que as novas habilitações gerem um incremento de cerca de R$ 10 bilhões na balança comercial brasileira, ao longo de um ano.

 

 

Edição Scriptum com Ministério da Agricultura

 

Em visita a uma das plantas frigoríficas recém-habilitadas para exportação de carne brasileira para a China, no Mato Grosso do Sul, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacaram o trabalho que vem sendo realizado para ampliar as oportunidades brasileiras no comércio exterior.

O estabelecimento visitado faz parte dos 38 habilitados pelo mercado chinês no dia 12 de março, no maior número de autorizações concedidas de uma só vez na história. Com o anúncio, o número de empresas habilitadas no Brasil aumentou de 106 para 144, proporcionando uma grande ampliação das oportunidades de comércio bilateral.

A expectativa é que as novas habilitações gerem um incremento de cerca de R$ 10 bilhões na balança comercial brasileira, ao longo de um ano. O cálculo de incremento na receita das exportações leva em consideração o faturamento de uma planta de médio porte que exporta para a China, em torno de R$ 300 milhões anuais.

O ministro Carlos Fávaro explicou a importância de abrir novas possibilidades de mercado no exterior. “As pessoas talvez não compreendam o que é abertura de mercado. Abrir mercado é gerar oportunidade, é construir acordos com os países para que a gente possa comprar e vender bilateralmente. Isso gera empregos aqui dentro e alavanca a economia”.

Fávaro também ressaltou a importância da retomada brasileira das relações com grandes parceiros comerciais e a qualidade dos produtos. “Destaco aqui o grande trabalho do presidente Lula de estabelecer as conexões, além de todo o trabalho fundamental das relações exteriores. Ainda, é muito importante o trabalho sanitário que fazemos aqui. Ninguém tem alimento de qualidade igual o Brasil tem”.

O presidente Global da JBS, empresa da planta visitada, Gilberto Tomazoni, revelou o impacto da habilitação da fábrica para exportação para a China. “Com as novas habilitações, o país asiático adquire carne de qualidade e o Brasil adquire mais oportunidade de emprego para a região sul mato-grossense. Hoje anunciamos aqui que vamos dobrar a produção e os empregos dessa unidade. Nós vamos aumentar em 2.300 novos postos de trabalho somente nesta unidade. Serão 4.600 colaboradores somente aqui. O Brasil é mais uma vez a bola da vez. Estamos muito otimistas com o Brasil”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, enfatizou o retorno econômico trazido ao conquistar novos mercados e habilitar frigoríficos para os países parceiros. “Os bovinos, suínos e aves trouxeram para o Brasil nos últimos 20 anos R$ 1.200 bilhões. Nós conseguimos ser o maior exportador de aves e bois e o quarto maior em suínos. O mundo olha para o Brasil ganhando garantia de sustentabilidade e acima de tudo comida boa e de qualidade”, destacou.

Mais exportação

Antes desta nova lista de habilitações, o Brasil tinha 106 plantas autorizadas para operar na China, entre as habilitadas para proteínas de aves, bovinos e suínos. O Mato Grosso do Sul tinha apenas três frigoríficos habilitados para exportar carne bovina para os chineses. Agora conta com sete.

O Estado foi o que mais se beneficiou das novas habilitações entre todas as Unidades da Federação. Antes, os frigoríficos de bovinos de Mato Grosso do Sul tinham potencial de exportar para a China um volume equivalente a no máximo 467 mil cabeças de gado por ano. Agora, são 2,3 milhões, acréscimo de mais de 1,8 milhão de cabeças.

Nesta semana, o Brasil realizou a 27ª abertura de mercado em 2024. Agora existe a oportunidade de exportação para a Coreia do Sul de subprodutos de origem animal (farinhas e gorduras de aves) destinados à alimentação animal. Com isso, o agronegócio brasileiro alcançou sua 105ª expansão comercial, em 50 países, desde o início de 2023.

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