ESTADOS

Sabores de Sergipe contribuem para atrair turistas

O governador do Estado, Fábio Mitidieri (PSD), estimula iniciativas voltadas à divulgação da culinária local, como exposição de produtos regionais e serviços gastronômicos

23/01/2023

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O governador Fábio Mitidieri

 

Redação Scriptum com Agência de Notícias de Sergipe

 

O desenvolvimento do turismo em Sergipe, como forma de gerar empregos e renda, é uma das metas do governador Fábio Mitidieiri (PSD). Uma das ações nesse sentido é a Feira da Cadeia Produtiva do Turismo Gastronômico, organizada pelo governo estadual por meio da Secretaria de Turismo. Além da exposição de produtos e serviços, são oferecidas também consultoria e acompanhamento constante dos produtores e artesãos cadastrados, com o objetivo de divulgar a produção local além das fronteiras do Estado.

No último fim de semana, produtores e artesãos de municípios sergipanos mostraram seus trabalhos na Expo Verão 2023, na Orla da Atalaia. O evento permitiu mostrar produtos como mangaba, amendoim, tapioca, coco, mariscos e diversas outras matérias-primas que formam a base da gastronomia sergipana, com técnicas, tradições e trabalhos que resistem ao tempo.

Esses elementos culinários vêm criando, ao longo de décadas, identidade, memória, afetividade e reconhecimento do que significa a gastronomia local para os próprios sergipanos, além de atrair turistas pelo aconchego que o alimento preparado com história, dedicação e amor traz a quem conhece e experimenta.

A doceira Maria Josilene de Oliveira, do município de Brejo Grande, já produz doces típicos há 22 anos na região do Baixo São Francisco e é conhecida na região por atuar no comércio junto aos turistas que visitam a foz do Rio São Francisco. Sempre buscando inovar, ela costuma acrescentar novos elementos às já tradicionais cocadas, bolos e doces em compota. “Antes eu fazia apenas os doces básicos, mas com o tempo vamos estudando e colocando novos ingredientes, como o amendoim, maracujá, mandioca, aproveitando, claro, tudo o que o solo do nosso estado nos dá”, ressalta.

Do agreste sergipano, o produtor de mel Daniel Henrique Cardoso busca sair da obviedade do uso do mel e almeja emplacar o alimento na gastronomia nacional e internacional. “O pessoal só costuma procurar o mel como remédio, mas ele, além de ser um complemento alimentar que pode ser utilizado diariamente, de forma saudável, cada vez mais tem sido usado na culinária, em restaurantes e não só sem sobremesas, mas em pratos diversos. Envio o meu produto para locais no Brasil onde não existe uma forte produção e até para fora do país, como Portugal”, complementa.

 

Evento permitiu mostrar produtos como mangaba, amendoim, tapioca, coco, mariscos e diversas outras matérias-primas que formam a base da gastronomia sergipana

 

História e resistência

Maior produtor de mangaba do Brasil – fruta símbolo do Estado –, Sergipe acolhe há mais de uma década o projeto Rede Solidária de Mulheres, que reúne associações de catadoras de mangaba de municípios sergipanos, fortalecendo a manutenção da produção do fruto não só no estado, mas a ampliação da sua divulgação e consumo em âmbito nacional.

A catadora de mangaba Dilva de Souza Santos, de Estância, no sul de Sergipe, produz biscoitos, geleias, brigadeiro, tartaletes, pães de mel e compotas não só da mangaba, mas também de caju e jaca, duas outras frutas predominantes em Sergipe. “É um trabalho que vai além dos doces em si, essa parte é um complemento. Nossa função é preservar a cultura da mangaba, a existência dela como elemento cultural, gastronômico e como meio de sobrevivência de mulheres sergipanas, além de colocar em primeiro lugar, sempre, a questão ambiental”, explica.

Outro elemento cultural do Estado que resiste, podendo ser encontrado em feiras, mercados, mas, sobretudo, nas ruas dos bairros mais populares, é o beiju molhado, que vem sempre acompanhado pelo pé de moleque, saroio, entre outros. A Casa de Farinha, em Itabaiana, na região do Agreste, é tradicional na produção e venda destes produtos, que já fazem parte da cultura sergipana.

“Nós produzimos para toda a região agreste e para a capital. Antes, eram produtos que apenas as pessoas de Sergipe gostavam, tinham costume de comprar, mas a cada dia notamos mais os turistas também se interessando por essas comidas”, acrescenta a produtora Elaine do Nascimento.

Além dos produtos da gastronomia sergipana, a feira também destacou a produção de artesanato local, como a renda irlandesa, o crochê, as artes feitas com palha, crochê, bordados e costuras em geral.

Participam da ação expositores dos municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Campo do Brito, Divina Pastora, Estância, Indiaroba, Itabaiana, Laranjeiras, Pacatuba, Carmópolis, Japaratuba e Santana do São Francisco, que apresentam a diversidade da culinária e do artesanato sergipanos.

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