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Agora São Paulo: Hospital no Belém prometido por Padilha fica só no papel

Hospital Vasco da Gama está fechado desde 2011; na época, o então ministro da Saúde disse que o plano era fazer uma unidade de suporte para os prontos-socorros da Santa Casa e do Hospital Santa Marcelina.

21 de mar de 2014 · Alexandre Padilha, Hospital, Sao Paulo, Vasco da Gama

Agora SP

Prometida em 2012 pelo então ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), a reabertura do antigo hospital particular Vasco da Gama, no Belém (zona leste), como uma unidade da rede pública de saúde de São Paulo ainda não saiu do papel.

O hospital, que era particular, está fechado desde 2011.

Em novembro daquele ano, o Ministério da Saúde procurou o Agora para divulgar o projeto para o hospital.

Em entrevista, Padilha, pré-candidato ao governo do Estado pelo PT, disse que o plano era fazer do Vasco da Gama uma unidade de suporte para os prontos-socorros da Santa Casa e do Hospital Santa Marcelina, que sofrem com a superlotação.

Segundo Padilha, o investimento do governo federal seria de R$ 2 milhões para a reforma, compra de equipamentos e instalação de 120 leitos no hospital.

“Fechamos com o município a desapropriação do imóvel”, disse.

Resposta 1

O Ministério da Saúde afirmou que a liberação de recursos para o hospital Vasco da Gama “só pode ser realizada a partir da municipalização” da unidade por parte da prefeitura.

Ainda de acordo com o ministério, só assim o local poderá ser incluído em seu programa de hospitais.

A Secretaria Municipal da Saúde disse que há um decreto de utilidade pública do prédio.

A prefeitura afirmou que vai fazer um depósito judicial de R$ 17,5 milhões pela desapropriação. Não informou, no entanto, quando isso acontecerá.

Depois, a Justiça vai emitir um documento de posse do prédio.

“Somente com ele é possível dar seguimento ao processo de reabertura do hospital.”

Resposta 2

O hospital Santa Marcelina afirmou que “existe uma alta procura de casos de urgência e emergência do pronto-socorro, ocasionando a superlotação”.

A unidade disse que recebe pacientes de outros hospitais, resgate aéreo e terrestres de outras regiões da cidade e “até mesmo de outros Estados”.

Afirmou ainda que os pacientes são “direcionados” para UBSs (unidades básicas de saúde) e AMAs da região.

A Secretaria Municipal da Saúde afirmou que as AMAs não têm ortopedistas por se tratarem de “equipamentos de saúde configurados para atender demandas de baixa complexidade”.

De acordo com a prefeitura, os pacientes devem procurar uma AMA Especialidades.

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