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ELEIÇÕES

Anastasia defende Rodrigo Pacheco como terceira via

Para o senador do PSD de Minas Gerais, o atual presidente do Senado “tem um perfil muito adequado e muita energia” para se candidatar à Presidência da República em 2002. “Seria um grande presidente”

13 de set de 2021 · #anastasia, Eleições 2022, presidente, Rodrigo Pacheco

Antonio Anastasia: “Apesar da turbulência, eleições devem ocorrer normalmente”

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o senador Antonio Anastasia (PSD-MG) defendeu neste fim de semana o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como ideal para disputar a Presidência da República no ano que vem.  “Rodrigo Pacheco tem um perfil muito adequado, muito sereno, muito preparado, muito correto, tem muita energia, e, a meu juízo, se candidato e, se eleito, seria um grande presidente”, disse. (veja aqui a íntegra da entrevista)

Anastasia será o representante do Congresso na Comissão de Transparência das Eleições (CTE), criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última quinta-feira (9). Ele integra o seleto grupo de 12 pessoas, entre autoridades públicas e especialistas da área de tecnologia, que começa a se reunir nesta segunda-feira (14), periodicamente, para estabelecer um plano de trabalho para acompanhar de perto as eleições de 2022. 

Para ele, apesar da atual turbulência política, as eleições de 2022 devem ocorrer naturalmente. “Vou participar juntamente de outras pessoas dessa comissão com objetivo de acompanhar, verificar, dar a tranquilidade necessária no processo eleitoral como é feito no Brasil’’, adianta.

Veja a seguir alguns dos principais trechos da entrevista concedida ao jornalista Matheus Muratori, do Correio Braziliense:

O senhor deve ser figura ativa nas eleições de 2022, já que tentará novamente uma cadeira no Senado. Como vê a disputa?

Na frente nacional, tenho uma posição, também conhecida, de apoiamento à chamada terceira via, inclusive, defendo o nome do nosso conterrâneo, meu amigo, presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como o nome, até lançado pelo presidente do meu partido, Kassab, Gilberto Kassab, pelo PSD, convidando-o para vir ao PSD. Rodrigo tem um perfil muito adequado, muito sereno, muito preparado, muito correto, tem muita energia, e, a meu juízo, se candidato e se eleito, seria um grande presidente. Claro que ele próprio ainda tem que decidir, ainda é tudo uma construção a ser feita. Acho que, em um nível nacional, pessoalmente, eu batalho para evitar essa opção dos extremos, acho que a terceira via é a mais adequada.

As eleições de 2022 correm algum risco?

Acho que não tem dúvida nenhuma, a eleição está mais do que prevista. A eleição ocorrerá em outubro do ano que vem, da forma constitucionalmente prevista, porque isso ninguém discute, ninguém duvida. Pode haver um clima político acirrado, como aliás já tivemos em outras eleições. Mas isso a democracia tem que ter a força, tem que ter a robustez necessária, para suportar esses choques, como se fosse ondas de choque de terremoto. Mas se mantém como? Se manter firme e, naturalmente, com os próprios instrumentos que têm a nossa democracia e nossas instituições, esses instrumentos são hábeis para dar cabo a todo tipo de radicalismo. Acredito, de maneira muito tranquila e serena, que nós teremos eleições no ano que vem conforme previsto.

Rodrigo Pacheco: bom nome para representar a terceira via, segundo Anastasia

De zero a 100, qual a confiança do senhor no processo eleitoral brasileiro?

Eu não gosto de dar nota. Apesar de ser professor, acho que isso fica muito relativo. Volto a dizer, participei de quatro eleições, ganhei três e perdi uma, o que é perfeitamente natural e próprio da democracia. Tenho confiança plena na Justiça Eleitoral como um todo e, agora, participando da comissão, vou ter mais condições de conhecer em detalhes a questão toda, das garantias do sistema de proteção sob o ponto de vista da informática e dos registros eletrônicos. Mas, pessoalmente, tanto tive confiança que participei das eleições e ganhei, no momento que perdi a eleição, na mesma hora, não tive dúvida nenhuma, cumprimentei o governador Zema no primeiro instante, reconhecendo a vitória dele. Acho que importante numa democracia consolidada são as pessoas saberem que elas têm o direito, isso não tenho dúvida.

Agora, claro que hoje o sistema atual é muito mais confiável do que no passado. Conhecemos a história do Brasil e acompanhamos muito aqueles votos que haviam ainda na República Velha, votos descobertos, o chamado maço eleitoral, que as pessoas faziam um maço e colocavam só os votos partidários, pessoas já falecidas votando, utilizando nome de pessoas falecidas para votação, fraudes de complementação de nomes na cédula, mas tinha à mão, colocava à mão, com a própria letra. Então, é óbvio que o sistema todo é mil vezes melhor. Agora, vamos ver que todo sistema pode ser aperfeiçoado, é claro, isso vai ser discutido certamente nessa comissão.

Correio Braziliense: Como será a contribuição do senhor nessa comissão do TSE?

Anastasia: Primeiro, vamos ter que definir bem qual é o escopo, qual é o objetivo da comissão. Uma comissão integrada, o representante do Congresso sou eu, o ministro do Tribunal de Contas da União, o oficial general do Exército, o procurador-geral eleitoral, um representante da OAB também, nossa conterrânea mineira, filha do desembargador (José) Nepomuceno, a Luciana Diniz, uma advogada muito renomada, e outros da sociedade que são muito da área técnica, da área técnica da informática. O objetivo, certamente, da comissão é fazer acompanhamento, conhecimento prévio e dar divulgação a isso, de como que é esse processamento da urna, o sigilo do voto, a garantia do voto, a sua inviolabilidade, que é uma garantia constitucional, o voto tem que ser inviolável. Então, isso tudo imagino que seja o trabalho, não posso antecipar porque ainda não tivemos reuniões.

Como o senhor viu o discurso do ministro Barroso na quinta-feira? O senhor avalia que foi na medida certa?

É, em primeiro lugar, eu já havia até me manifestado antes dos eventos de 7 de setembro dizendo que as manifestações são perfeitamente legítimas e democráticas, todas as pessoas podem se manifestar, desde que essa manifestação não decorra atividades de violência, obviamente, e que também não haja crime. Porque, quando você explicita, por exemplo, atentado à democracia, convenções, crimes contra a ordem democrática, isso é punido em lei. Evidentemente, as manifestações não poderiam ir nesse sentido. O presidente fez um discurso, todo mundo viu, Brasil inteiro viu, com um tom, ao meu juízo, equivocado. Atacando, inclusive do ponto de vista pessoal, ministros do Supremo Tribunal Federal e a própria Justiça como um todo. Então, acho que ele percebeu esse equívoco, e se retratou, através da tal carta à nação.

Evidentemente, tanto a palavra do presidente (do STF) Fux, quanto a palavra do ministro Barroso demonstraram, de maneira muito clara, que o Poder Judiciário tem uma posição fria de defesa, não só das suas prerrogativas, que são constitucionais, como também de todo edifício democrático brasileiro que tem que ser defendido. São 30 anos que sucedeu ao período de ditadura, de supressão de direitos, ninguém quer voltar a isso, ninguém pode, em sã consciência, defender ruptura da ordem democrática. Teremos eleições no ano que vem, eleições nacionais, e as eleições vão definir quem é o presidente. Pode ser o atual se for reeleito, pode ser A, pode ser B, pode ser C, o povo brasileiro, de modo soberano, vai escolher.

No frigir dos ovos, depois de tanta confusão, o próprio governo percebeu que essa linha do confronto, eu sempre disse isso, não é de hoje, não é de agora, é uma frase que digo há anos, que a linha do confronto é uma conduta que não leva a nada. Eu sempre defendo a convergência, o equilíbrio, o consenso, mas claro, repetindo, no ambiente democrático, defendendo as instituições e, é claro, direito de cada um se manifestar.

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