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André de Paula destaca avanços no setor pesqueiro

Ministro da Pesca e Aquicultura participou de lançamento do Anuário de Piscicultura e falou sobre ações que vem adotando para reduzir custo de produção e abrir novos mercados

04 de mar de 2024

O ministro André de Paula, Roberto Imai, diretor da Fiesp e Francisco Medeiros, presidente da PeixeBr

Edição Scriptum com Ministério da Pesca e Aquicultura

Abertura de novos mercados e iniciativas para reduzir o custo de produção foram algumas das ações do governo para estimular o setor pesqueiro no País destacadas pelo ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, quando participou, na semana passada, do lançamento do Anuário da Piscicultura 2024, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em sua fala, o ministro destacou a relevância do anuário para o desenvolvimento do setor e reforçou a importância que esse governo tem dado ao setor. Lembrou de conquistas significativas, como a isonomia tributária da ração do pescado que representa 70% do custo unitário da produção. Se aprovada, a reforma tributária atende pedido histórico da aquicultura. O ministro acredita que até julho deste ano esse pedido passe no Congresso e trará reflexos positivos em toda a cadeia.

André de Paula também falou sobre a parceria estratégica firmada entre sua pasta e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil). O objetivo central é impulsionar a presença internacional da cadeia produtiva da pesca e aquicultura brasileira.

Outra questão abordada pelo ministro foi a suspensão da importação da tilápia do Vietnã – até que seja revisto o protocolo sanitário – assinada pelo ministro Carlos Fávaro da pasta da Agricultura e Pecuária. Foi uma medida defendida pelo MPA e uma grande vitória para o setor pois garante tranquilidade para os produtores, uma vez que evita possíveis riscos sanitários.

O presidente do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo e diretor da Fiesp, Roberto Imai, comemorou mais essa edição do anuário, pois mostra o crescimento do setor e que ele hoje está dentro do contexto e que pode ser comparado a outras proteínas animais.

Guilherme Campos, superintendente de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo, reconheceu o trabalho do MPA e a capacidade de articulação e conhecimento do ministro André de Paula. Segundo ele, tudo está no rumo certo para que o setor de piscicultura se desenvolva cada vez mais no país.

Números

Em sua apresentação do anuário, Francisco das Chagas de Medeiros, presidente da PeixeBR. Falou que o aumento de consumo do pescado é notório. Mas, falta acesso facilitado ao crédito, ainda é um grande gargalo do setor.

O levantamento da Peixe BR aponta avanço inferior à média dos anos anteriores, mas em bom nível devido a problemas climáticos e sanitários. A piscicultura venceu adversidades e cresceu 3,1% em 2023.

O Brasil produziu 887.029 toneladas de peixes de cultivo em 2023, com crescimento de 3,1% sobre o resultado do ano anterior (860.355 toneladas), aponta levantamento exclusivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entidade que reúne, fomenta, defende e valoriza a cadeia produtiva.

Para o presidente executivo da Peixe BR, 2023 foi um ano de desafios. Segundo ele, alguns Estados foram mais prejudicados que outros devido às questões climáticas e também sanitárias. Mas, de forma geral, o resultado foi positivo. A piscicultura brasileira continua em crescimento, posicionando-se com cada vez mais relevância na vida dos brasileiros.

A tilápia participou com 579.080 toneladas (65,3% do total), os peixes nativos contribuíram com 263.479 toneladas (29,7% do total) e as outras espécies (carpa, truta e pangasius) atingiram 44.470 toneladas (5% do total).

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