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AQUICULTURA

Barra Bonita poderá ser polo nacional de pescados

Município turístico às margens do rio Tietê, no interior paulista, leva ao ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, proposta para reformar sua economia e criar nova fonte de empregos e renda

25 de set de 2023 · André de Paula, aquicultura, Barra Bonita, Ministério da Pesca

André de Paula sugeriu que empreendedores da cidade façam cursos oferecidos pelo Ministério

Edição Scriptum com Ministério da Pesca e Aquicultura

Estância turística encravada no meio do Estado de São Paulo, a 284 quilômetros da capital, Barra Bonita tem pouco mais de 34 mil habitantes e organizou a economia em torno dos passeios nas águas limpas do rio Tietê, que a cortam de oeste a leste. A cidade, no entanto, quer crescer. Uma das alternativas para isso foi apresentada ao ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula: desenvolver a produção de peixes no município, aproveitando as grandes extensões de água de que dispõe.

Para isso, a cidade enviou um emissário, o vice-prefeito Manoel Fabiano, para conversar com o ministro sobre o desenvolvimento de um polo de produção de pescados.

Na audiência, o vice-prefeito informou que não há em Barra Bonita nenhuma indústria de pesca, nenhuma competição de pesca esportiva, nenhum tanque-rede cultivando qualquer tipo de pescado, nada. Mas há água. Muita água e de boa qualidade. Pois ali, no trecho conhecido como Médio Tietê Superior, o rio já não sofre com o esgoto industrial ou doméstico que o inviabilizam quando corre próximo à Região Metropolitana de São Paulo.

No limite leste do município fica a Usina Hidrelétrica de Barra Bonita e, depois dela, o lago formado pela barragem. É nesse lugar que a eclusa transporta turistas de um lado a outro entre o lago e o rio.

André de Paula falou sobre a possibilidade de instalar tanques-rede de aquicultura no lago da hidrelétrica. Ou nas lagoas próximas, todas com água limpa. “O primeiro passo é vocês receberem instrução sobre o tema. Então recomendo que estimulem  a população, os possíveis empreendedores, a fazerem o nosso curso de Multiplicadores Aquícolas, que vai ensinar passo a passo como essa cadeia funciona”, sugeriu o ministro.

O vice-prefeito gostou da proposta. “Nossas únicas fontes de renda são o turismo e a monocultura canavieira. Gostaríamos de ter uma terceira fonte que é justamente voltada para a pesca, já que nosso município tem recursos para isso, as lagoas ficam em saídas de minas, ou seja, uma água limpa e ainda inexploradas para a criação de peixes.”

“Teremos uma segunda reunião em breve para alinhar todos os aspectos técnicos, a Secretaria Nacional de Aquicultura vai acompanhar e dar o apoio necessário”, concluiu o ministro.

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