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BH faz planos para investir em educação e saúde

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), diz que, após dois anos de dedicação à pandemia, a cidade precisa agir para recuperar setores que foram prejudicados durante esse período

26 de abr de 2022 · Belo Horizonte, BH, Fuad Noman, PSD MG

Fuad Noman: “Estamos retomando 2019 com os problemas gerados pela pandemia”

Redação Scriptum

Após dois anos de dedicação ao combate à pandemia de covid-19, a Prefeitura de Belo Horizonte tem que voltar a tratar de problemas de outras áreas. A opinião é do novo prefeito da capital mineira, Fuad Noman (PSD), que assumiu em abril após a renúncia de Alexandre Kalil, que se lançou como pré-candidato do partido ao Governo do Estado. “Foram dois anos em que gastamos tudo o que tínhamos no tratamento da pandemia. Estamos retomando 2019 com os problemas gerados pela pandemia”, disse.

Ele citou a questão da educação, onde acredita que será necessário um projeto especial para recuperar o tempo perdido pelos estudantes. “Temos hoje 50 mil crianças para fazer isso. Qualquer movimento de duplicar carga horária de 50 mil crianças é um problema grave”, afirmou, lembrando que “o grande objetivo é colocar no contraturno pelo menos aulas de português e matemática, que são as mais necessárias nessa faixa etária”.

A mesma defasagem, segundo Noman, ocorre no caso da saúde. “Nós tínhamos uma demanda de cirurgias eletivas até 2019, e que já vinha com um algum atraso por uma série de motivos, e que, com a pandemia, parou completamente. E hoje nós temos uma fila imensa de pessoas que têm necessidade de cirurgias e que não fizeram. Por uma série de razões mas, principalmente, porque não tinha vaga em UTI”, lembra.

A saída, para ele, é contratar hospitais particulares. “Fazer parcerias com esses hospitais no sentido de fazer cirurgias à noite, fazer um corujão, encontrar horários em que os hospitais tenham uma ociosidade, e preencher essa ociosidade. São mais de 30 mil cirurgias que precisam ser feitas”.

Ele lembrou ainda que BH tem hoje quase 100% da população vacinada com duas ou três doses, mas destacou que, entre as crianças, apenas 30% têm as duas doses. “Isso é um perigo para nós, com essas crianças na escola. Então isso está atrapalhando um pouco de liberar a questão da máscara”, afirmou.

Noman destacou ainda que vem insistindo na necessidade de ampliar a vacinação infantil. “É preciso insistir com os pais. Levem as crianças para vacinar. A vacina é segura, a vacina é boa. Quem está ficando internado é quem não vacinou. Mas vai chegar um momento que não dá mais. Não posso sacrificar a população toda por um grupo de pais que não querem vacinar os filhos. Eles têm que assumir a responsabilidade”.

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