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SAÚDE

Comissão do Senado debate regras para a telemedicina

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que é médico, as novas tecnologias para os tratamentos de saúde vieram para ficar e precisam de regulamentação urgente

06 de abr de 2022

Especialistas defendem atenção a temas como autonomia e segurança de dados na regulamentação da telemedicina

Redação Scriptum com Agência Câmara

A introdução de novas tecnologias, como na telemedicina, veio para ficar e demanda urgente regulamentação. A opinião é do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que é médico. Para ele, não é possível negar essa realidade, mesmo considerando importante e insubstituível o olhar clínico. “Concordo que nada substitui o olhar pessoal e individual do médico com o paciente, mas temos circunstâncias que envolvem todo o diagnóstico e até mesmo a condução da evolução e do tratamento de determinados casos que podem ser incrementados com a telessaúde”, afirma.

O tema foi discutido nesta quarta-feira (6) em audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, na qual especialistas e senadores debateram o Projeto de Lei (PL) 4.223/2021 que regulamenta ações e serviços de telessaúde. Para os participantes, autonomia, segurança de dados, qualidade no atendimento, além da boa remuneração dos profissionais são alguns dos pontos que precisam ser ressaltados nessa discussão.

O gerente médico do Centro de Telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein, Carlos Pedrotti, por exemplo, avalia que a introdução do atendimento a distância conseguiu atingir as metas de melhorar a saúde da população, a experiência do paciente, reduzir o gasto global com o sistema e promover o bem-estar da equipe de cuidado, aumentando ainda a equidade no acesso à saúde.

Na opinião de Pedrotti, o projeto assegura a autonomia do profissional e do paciente, a segurança jurídica, otimiza a estrutura federativa, evitando desperdício e amplia o acesso aos serviços de saúde. “O projeto garante a autonomia do paciente e dos profissionais envolvidos, e isso é extremamente importante para que eles tenham a possibilidade de encaminhar casos que não foram atendidos completamente pela telemedicina para o atendimento presencial e garantir a escolha, isso está muito bem escrito, evitando que as operadoras e os envolvidos possam colocar obstáculos a determinado tipo de atendimento”.

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