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Congolês assassinado terá memorial no Rio de Janeiro

O prefeito Eduardo Paes (PSD) entregou à família do imigrante dois quiosques na Barra da Tijuca. “Que a memória do Moïse fique viva e que esse ato brutal seja permanentemente lembrado”, disse

08 de fev de 2022

O prefeito Eduardo Paes: “Queremos que a memória do Moïse fique viva e que esse ato tão brutal seja permanentemente lembrado”

Redação Scriptum com Assessoria de Comunicação da Prefeitura do Rio

A família do imigrante congolês Moïse Kabagambe, assassinado no final de janeiro, recebeu formalmente na segunda-feira (7) a concessão de dois quiosques da Barra da Tijuca. A entrega foi feita pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), segundo quem o projeto em parceria com a Orla Rio prevê a transformação do espaço em um memorial e ponto de transmissão da cultura de países africanos.

Segundo Paes, “dar à família a concessão dos quiosques é uma decisão da Orla Rio, por sugestão da Prefeitura. A nossa sociedade repudia o crime brutal que o Moïse foi vítima. Sabemos que a perda não vai ser reparada com essa atitude, mas queremos que a memória do Moïse fique viva e que esse ato tão brutal seja permanentemente lembrado para que as pessoas não repitam”.

De acordo com o termo de compromisso entregue a Ivana Lay, mãe de Moïse, o contrato de concessão vai até fevereiro de 2030 e a família terá todo o suporte jurídico e contábil, além de treinamento para a gestão do espaço. “Sabemos que essa ação que aconteceu com o meu irmão não veio do coração de todo o povo brasileiro. Recebemos muitas mensagens e o apoio de várias instituições. Queremos agradecer a todos pela solidariedade”, declarou Samir Kabamgabe, em nome da família de Moïse.

A Orla Rio também vai ficar responsável pelo projeto de reforma, instalação de equipamentos e mobiliário dos quiosques. E não será cobrado qualquer aluguel até o final do contrato. “Oferecemos a cessão dos quiosques para a família do Moïse pois o que aconteceu foi algo brutal, inaceitável e que não é da natureza do Rio. É um gesto de mínima reparação à sua família, que terá naquele espaço uma memória e um ponto de transmissão da cultura dos países africanos”, disse Pedro Paulo, secretário municipal de Fazenda e Planejamento.

A ação conta ainda com parcerias da Fundação João Diamante, do SindRio (Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio), da gestora de alimentos Danni Camillo e do Instituto Akhanda.

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