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Paranapuã (SP)

Contas ajustadas, mas falta investir em saúde e habitação

Sérgio Polarini (PSD), prefeito de Paranapuã, no noroeste paulista, já ajustou as contas da cidade e não tem problemas nas áreas de educação e trabalho, mas busca recursos para investir mais

03 de abr de 2017

O prefeito Sérgio Polarini

Trazer melhorias para a saúde e buscar apoio de outras esferas de governo para diminuir o deficit de moradias. Essas são as prioridades de Sérgio Polarini (PSD), prefeito de Paranapuã, município com cerca de 5 mil habitantes do noroeste paulista. Vereador por três mandatos e presidente da câmara por duas vezes, Polarini elegeu-se prefeito logo em sua primeira candidatura, em outubro do ano passado, vencendo com 50,48% dos votos válidos.

O município é mais um dos afetados pela queda no Fundo de Participação dos Município e a falta de dinheiro obrigou a atual gestão a otimizar os gastos municipais a partir do primeiro mês. “Hoje a folha de pagamento consome 48% do orçamento da prefeitura, que tem cerca de 190 funcionários públicos. Anteriormente esse valor chegava a 52%. Revogamos a lei do 14° salário, reduzimos gratificações e horas extras, e assim diminuímos os gastos com a folha de pagamento”, explica.

Ele conta que, apesar da escassez de recursos, a cidade tem ido bem em setores que têm criado dificuldades em alguns municípios, como educação e mercado de trabalho. “Conquistamos um ótimo resultado no IOEB 2016 (Índice de Oportunidades da Educação Brasileira), ficando em 8° lugar no País e em 2° no Estado. Agora só precisamos melhorar o transporte para elevar ainda mais a qualidade da educação municipal”, conta Polarini.

Já na parte econômica, diz ele, “o município depende quase exclusivamente da agropecuária, principalmente do cultivo de laranja, limão, tomate e de seringueiras. Em nossa região, com relação a emprego, felizmente não podemos reclamar, pois temos vagas na área rural”.

Contudo, Paranapuã tem recebido cada vez mais migrantes que chegam em busca de trabalho nas plantações e usinas da região. E isso gerou um deficit de moradias, diz Polarini. “O fluxo de migrantes oriundos do Nordeste tem sido muito alto. Com isso, o aumento populacional gerou uma demanda que hoje é de aproximadamente 300 habitações. Por isso, temos feito várias viagens a Brasília e a São Paulo batalhando por recursos para solucionar esse problema”, relata.

Faltam recursos também para implementar ações na saúde. Polarini diz que hoje o posto de saúde da cidade está funcionando bem, com atendimento de clínico geral, pediatra e ginecologista, mas que atendimentos mais complexos têm que ser feitos em cidades maiores, como São José do Rio Preto, que fica a 180 km de Paranapuã.

“Antes a situação da saúde era ruim. E agora podemos considerar boa, dentro das limitações de um município pequeno. Os serviços básicos estão funcionando bem, pois temos profissionais capacitados. Nossa prioridade agora é dar boas condições de transporte para os pacientes que precisam se deslocar até São José do Rio Preto e melhorar a distribuição de remédios no município. Eram desafios esperados, mas estou otimista e com bastante vontade de trabalhar”, conclui.

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