Loading

Pesquisar

DEBATE

‘Covid-19 deixou crianças vulneráveis à violência’

Especialistas destacaram em Seminário Internacional do Marco Legal da Primeira Infância as consequências da pandemia sobre a educação das crianças entre zero e seis anos

31 de mar de 2022

A deputada Leandre Dal Ponte durante participação no seminário

Redação Scriptum com Agência Câmara de Notícias

Foi encerrado em Brasília, na quinta-feira (31), o oitavo Seminário Internacional do Marco Legal da Primeira Infância, promovido pela Frente Parlamentar da Primeira Infância. O aumento da vulnerabilidade das crianças e adolescentes durante a pandemia de covid-19 foi um dos problemas apontados pelos especialistas que participaram do debate.

Segundo a coordenadora da frente parlamentar, deputada Leandre Dal Ponte (PSD-PR), terceira procuradora-adjunta da Mulher da Câmara, o seminário foi uma excelente oportunidade para se discutir as políticas públicas e os avanços do marco legal da primeira infância, além dos desafios que se tem de agora em diante. “A participação das crianças dentro das políticas públicas tem se mostrado uma estratégia extremamente importante, porque o direito à cidadania começa desde cedo”, afirmou Leandre.

O objetivo do evento era avaliar e discutir como anda a aplicação da legislação de proteção a crianças e adolescentes em todo o País. O representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, Ricardo Queiroz, afirmou que, durante esses dois anos, as crianças e adolescentes acumularam déficits de desenvolvimento que vão demorar vários anos para serem compensados.

“Algumas habilidades são de aquisição em cada época da vida, e ao não serem adquiridas na época certa trazem consequências para a vida toda. As crianças também tiveram dificuldade de aprendizado, dificuldades de aquisição e acesso a certas tecnologias, o que faz com que elas não aprendam de forma adequada, e isso traz repercussão para a vida toda”, alertou.

O Instituto Alana, em parceria com a Universidade de São Paulo, realizou pesquisa para averiguar o impacto da pandemia em crianças e adolescentes. Segundo a pesquisa, 13% das crianças deixaram de comer por não irem para escolas ou creches.

Informações Partidárias

Notícias