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ENTREVISTA

Datena: “O Brasil necessita mudar. E vai mudar”

O apresentador de TV defende o desenvolvimento de uma “alternativa para o povo escolher alguém que não tenha contribuído para mergulhar o Brasil nessa situação em que está”

05 de nov de 2021

O apresentador José Luiz Datena, recém-filiado ao PSD

Redação Scriptum com revista Crusoé

“O Brasil precisa renovar a classe política para mudar esse estado de coisas que sempre viveu. Por isso, gente nova precisa entrar para a política. O Brasil necessita mudar. E vai mudar”. A opinião é do jornalista e apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena, que esta semana anunciou sua decisão de se filiar ao PSD, o que deve ocorrer em evento marcado para o próximo dia 24 de novembro, em Brasília.

Veja aqui a íntegra da entrevista (para assinantes)

Datena falou à revista eletrônica Crusoé dias após aceitar o convite do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para concorrer ao Senado por São Paulo. Ele afirmou que tem “total apoio do partido e de Kassab para ser candidato ao Senado por São Paulo. Só não serei candidato ao Senado caso Kassab queira que eu seja candidato a outra coisa, mas duvido, já que ele já lançou Rodrigo Pacheco (à Presidência) e Geraldo Alckmin deve ser candidato ao Governo do Estado. Acho o Senado uma boa forma de ter o primeiro contato com a política, aprendendo pelo Legislativo. Quem sabe mais para frente vou para outro cargo no Executivo”.

O apresentador afirmou ainda que não pretende colaborar para a polarização do debate político. “Essa polarização é uma coisa estúpida demais. Tem que aparecer uma terceira via, seja ela qual for. Temos que dar alternativa para o povo escolher alguém que não tenha contribuído para mergulhar o Brasil nessa situação em que está”.

Essa posição, segundo ele, inclui a decisão de não participar de “frentes” contra esse ou aquele candidato. “O que me interessa é seguir meu caminho como senador e prestar serviço ao povo. Só espero que, desta vez, se forem fazer frente, verso, trás ou fusão, me avisem antes. (Max) Weber dizia: se for entrar na política, esteja preparado para se aliar ao diabo. Posso entrar na política, mas não quero me aliar com gente que pense diferente do que seja pensar no povo”.

Sobre a condução do governo Bolsonaro no combate à pandemia, Datena é assertivo: “Bolsonaro também entrará para a história por ter tido uma postura negacionista na pandemia. Ele não usa máscara. Está na cara dele o negacionismo. Além de outros fatores, como a negação da vacina.”

Questionado sobre a possível candidatura do ex-juiz federal Sérgio Moro à Presidência da República, o apresentador destacou que “Moro não é a freira que entrou na boate. Para mim, ele acabou ajudando a destruir a Lava Jato. Com a bandeira de anticorrupção, meteu-se, pelo menos por definição jurídica e decisão do Supremo, em relação incestuosa com procuradores da Lava Jato. Uma relação que não deveria ter”.

Em sua opinião, essa relação permitiu “que o presidente Lula obtivesse uma vitória atrás da outra nos processos nos quais já havia sido condenado. Moro é uma série de contrassensos: ajudou a defender a bandeira anticorrupção, mas também a acabar com a Lava Jato. Independentemente de qualquer coisa, que Moro seja julgado pelas urnas, não por mim”.

Datena mostrou-se otimista sobre a provável candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a presidente da República. “Estive com ele apenas uma única vez pessoalmente. Mas, pelo que me consta, é bem-sucedido politicamente. É um político jovem que venceu todas as eleições que disputou. Nenhum ingênuo chega a presidente do Senado à toa. Kassab, que é político experiente, vê no Pacheco credenciais para ser presidente da República. Espero que esteja certo. Em relação a Pacheco e em relação a mim”, afirmou.

Sobre seu próprio futuro, Datena disse que não gostaria de deixar a TV. “Em princípio, pretendo conciliar as duas atividades. Se não houver condição de conciliar, vou traçar meu caminho na política mesmo”, concluiu.

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