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Depoimento de Wajngarten na CPI da Pandemia irrita senadores

O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu de forma dura às respostas evasivas do ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten. “Não menospreze nossa inteligência”, advertiu

12 de maio de 2021

O senador Omar Aziz, presidente da CPI, e o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten.

O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), interveio de forma dura, nesta quarta-feira (12), durante reunião da comissão na qual era ouvido o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten. Diante das respostas evasivas dadas por Wajngarten às perguntas dos integrantes do colegiado, Aziz o advertiu para que respondesse diretamente os questionamentos dos parlamentares

Segundo Aziz, o ex-secretário de Comunicação estaria “tangenciando” perguntas elaboradas pelos integrantes da comissão. O presidente ameaçou dispensar o depoimento da testemunha e reconvocá-lo como investigado. “O senhor só está aqui por causa da entrevista (à revista Veja, denunciando a incompetência do Ministério da Saúde). Senão, a gente nem lembraria que o senhor existiu. Não tem outra razão para o senhor estar aqui. Você chamou o [ex-ministro Eduardo] Pazuello de incompetente. Disse que a Pfizer tinha cinco escritórios de advocacia, e o governo estava perdido. Está aqui tangenciando sobre as perguntas. Depois, a gente toma uma medida mais radical, e aí vão dizer que somos isso e aquilo. Por favor, não menospreze nossa inteligência. Ninguém é imbecil aqui. O senhor não está respondendo. O senhor está mentindo aqui para todos nós”, acusou.

Diante da tentativa de parlamentares governistas de proteger o ex-secretário, alegando que ele estava sendo humilhado, Aziz seguiu no mesmo tom. “Ele não está sendo humilhado, ele está sendo bem tratado. Sabe o que acontece? Humilhado é 425 mil mortes neste Brasil. Essas pessoas estão sendo humilhadas porque não tem vacina no Brasil, essas pessoas estão sendo humilhadas. Ele? Ele está muito bem protegido, todo mês tem o dinheirinho dele para comer. Que humilhação? Humilhação é o povo pobre que não tem dinheiro para comer, rapaz!”, disse.

Por sua vez, o senador Otto Alencar (PSD-BA) disse que vai apresentar requerimento para que a CPI faça acareação entre Wajngarten e os repórteres da revista Veja sobre a recente entrevista do depoente. “Alguém está mentindo”, afirmou Otto.

Na audiência desta quarta-feira, Wajngarten confirmou que o Palácio do Planalto demorou dois meses para responder uma carta em que a farmacêutica Pfizer prometia fornecer doses de vacinas contra o coronavírus ao Brasil. Ele, no entanto, eximiu o presidente Jair Bolsonaro de responsabilidade no episódio, evitou críticas ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e — ao contrário do que foi publicado em entrevista à revista Veja ­— negou guardar e-mails, registros telefônicos ou minutas de contratos trocados com a empresa norte-americana.

Fonte: Agência Senado

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