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SAÚDE

Deputado Fábio Trad comemora os 34 anos do SUS

Parlamentar do PSD do Mato Grosso do Sul afirma que o sistema público de saúde é o maior do mundo e, em pouco mais de três décadas, contribuiu muito para elevar a qualidade de vida dos brasileiros

18 de maio de 2022

O deputado Fabio Trad

Redação Scriptum com Assessoria de Comunicação do deputado

O maior sistema público de saúde do mundo merece celebração e reconhecimento. A afirmação é do deputado Fábio Trad (PSD-MS), que destacou, no Plenário da Câmara, a importância dos 34 anos de existência do Sistema Único de Saúde (SUS), completados na terça-feira (17).

De acordo com o parlamentar, basta comparar a situação atual da saúde pública com a realidade do Brasil dos anos 1980 para se ter ideia da contribuição do SUS. Até aquela década, lembrou, somente aqueles que tinham carteira assinada tinham acesso aos serviços hospitalares. Os demais dependiam de algumas instituições públicas e de centros religiosos filantrópicos com poucos recursos e muita demanda.

Por conta disso, prosseguiu Trad, os números da mortalidade infantil, por exemplo, eram alarmantes e estavam sempre nas alturas. “A cada dois minutos e meio morriam duas crianças com menos de um ano de idade no Brasil. No sertão de Alagoas, no período mais dramático da seca, entre 1983 e 1985, em cada grupo de mil crianças, 633 morreram antes de completar um ano de idade. E a maior parte das mortes poderia ter sido evitada, pois era causada por fatores como diarreia e desnutrição”, disse o parlamentar.

Constituinte

Ele relembrou, também, o início da mudança dessa triste realidade: “Em 1988, após a reabertura democrática, tudo começaria a mudar num processo histórico consolidado a partir deste Congresso Nacional. Os constituintes entenderam que a saúde deveria ser direito de todos e dever do Estado e, foi assim, no dia 17 de maio de 1988, que foi inaugurado o Sistema Único de Saúde”.

Foram 9 votos contrários, 6 abstenções e 472 votos a favor da criação do artigo 196, que estabelecia os fundamentos do SUS, com princípios de universalidade, para todos; de integralidade, com atendimento completo; e de equidade, sem distinção. E com um sistema descentralizado, municipalizado e participativo”, destacou.

Ultratecnologia

O deputado sul-mato-grossense qualificou o SUS como um sistema inclusivo que abrange desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial até as cirurgias mais complexas do mundo.

Ele citou procedimentos cirúrgicos ultratecnológicos, como a mielomeningocele, na qual as crianças são operadas ainda dentro do útero da mãe. “Também há o TheraSuit, tratamento de fisioterapia intensiva que promove o aceleramento do processo funcional do paciente de 2 a 15 anos e que na rede particular custaria cerca de R$ 16 mil. Na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) é oferecido de graça por intermédio do SUS”, disse o parlamentar, que recentemente foi apresentado ao procedimento médico em visita à Apae Campo Grande (MS).

Distorções

Ele admitiu haver distorções muito graves e, por isso, há também a necessidade de aperfeiçoamentos no sistema de saúde. No entanto, salientou o fato de o País ter o maior sistema de saúde pública do mundo. “O SUS acabou com o brasileiro de segunda classe, com o brasileiro que não tinha direito à assistência social. É talvez o maior movimento de inclusão social do mundo, fator transformador da sociedade brasileira. Sem esquecer do que seria do Brasil nessa crise sanitária se não fosse o SUS? Quantos milhões de vidas não seriam salvas? 435 milhões de doses aplicadas, 165 milhões de pessoas totalmente vacinadas e 92 milhões já com dose de reforço. Graças aos médicos, enfermeiros, motoristas de ambulância e outros valentes servidores e profissionais da saúde que arriscaram suas vidas na linha de frente. Viva o SUS, viva o Brasil!”, finalizou.

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