Loading

Pesquisar

ESTADOS

Deputado propõe mudanças na lei que proíbe trotes

Citando o caso dos estudantes que sofreram queimaduras durante trote no interior do Paraná, o deputado estadual Tercilio Turini, do PSD, apresentou projeto que aumenta a eficácia da legislação

27 de abr de 2022 · educação, Parana, Tercilio Turini, trotes

Tercilio Turini: “Não dá para tolerar esse tipo de comportamento insano”

Redação Scriptum com Folha Regional de Cianorte

A recente agressão a calouros da Universidade Federal do Paraná, que sofreram queimaduras durante trote promovido por alunos veteranos, foi um dos motivos pelos quais o deputado estadual Tercilio Turini, do PSD paranaense, apresentou o projeto de lei 128/2022 na Assembleia Legislativa do Paraná estabelecendo o que deve ser definido como trote. “Existe legislação proibindo, mas não especifica o que caracteriza a prática”, argumenta.

Preocupado com atos de humilhação, constrangimento e violência contra estudantes, o parlamentar estabelece em sua proposta que, “define-se como prática denominada trote toda e qualquer forma de manifestação estudantil com aprovados em cursos regulares ou em concursos seletivos e exames vestibulares, que utilize qualquer modo ou meio de comunicação, violência ou agressão que possa injuriar, colocar em risco ou constranger a integridade moral ou física, a dignidade ou a imagem do estudante e/ou seus familiares”.

Para Tercilio Turini, a lei aprovada em 2000 é genérica e confusa por não deixar claro o que se entende por trote e nem abranger a rede privada. “Pretendemos aumentar a eficácia da lei e coibir toda e qualquer prática de trote no Paraná. Estamos estendendo a proibição também para escolas, faculdades e universidades particulares, atualmente não abrangidas pela legislação estadual, que proíbe apenas no ensino público”, afirma.

O deputado destaca que o início das aulas deve ser um momento de recepção sadia, conscientização dos alunos e integração entre calouros e veteranos. “É inaceitável o absurdo que vem ocorrendo em inúmeras instituições de ensino com práticas violentas e vexatórias de trote”, diz, citando o caso registrado no final de março no campus da UFPR em Palotina, onde 20 estudantes da UFPR sofreram queimaduras de 1º e 2º graus provavelmente pelo uso de creolina.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, os calouros foram levados a pedir dinheiro no semáforo em frente à universidade, depois encurralados em um terreno baldio e obrigados a se ajoelhar enquanto os veteranos jogavam um produto nas costas dos novos alunos, provocando lesões. Quatro acusados pelo trote violento acabaram presos e as vítimas precisaram de atendimento em hospitais. “Isso mais parece selvageria. Além dos ferimentos no corpo, esses jovens e suas famílias ficam com traumas e medo de frequentar a universidade. Não dá para tolerar esse tipo de comportamento insano”, declara o deputado.

Informações Partidárias

Notícias