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SAÚDE

Líder do PSD quer mais investimentos contra a tuberculose

No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o líder da bancada do partido na Câmara, Antonio Brito (PSD-BA), alertou que a doença atinge os mais pobres e sua incidência tem aumentado no País

25 de mar de 2022

O deputado Antonio Brito

Redação Scriptum com site da Liderança do PSD na Câmara

Doença cruel, a tuberculose afeta as camadas mais pobres da população e sua incidência tem aumentado no Brasil. O alerta foi feito na quinta-feira (24) pelo deputado federal Antonio Brito (PSD-BA), líder da bancada do partido na Câmara e coordenador da Frente Parlamentar pela Luta contra a Tuberculose. Em discurso no Plenário da Casa, no Dia Mundial de Combate à Tuberculose, ele citou números da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a enfermidade e defendeu o aumento nos investimentos para o combate a essa doença infectocontagiosa.

Brito destacou que o Brasil continua como uma das nações com a mais alta carga da enfermidade, com quase 4.500 mortes por ano. Somente os integrantes do Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) são responsáveis por quase 50% do total de casos de tuberculose notificados no mundo. A pobreza, e outros problemas relacionados, como condições de moradia, desnutrição, escolaridade são determinantes sociais.

Lembrou que, por isso, “é importante que sejam implementadas políticas públicas de proteção social como medida para a redução do número de casos de tuberculose. A situação econômica da família tem relação, inclusive, com a adesão ao tratamento necessário para superação da doença. Se houver descontinuidade no cuidado, o processo de cura do paciente fica prejudicado, além de aumentar o risco de desenvolvimento de resistência bacteriana”.

De acordo com o líder, é preciso priorizar o combate à tuberculose principalmente em populações vulneráveis, como presos, moradores de rua, indígenas e pessoas vivendo com aids.

Vacinação

De acordo com Antonio Brito, outro aspecto relevante do aumento do número de pessoas com a doença é a redução da cobertura vacinal com a BCG. Ele destacou que a imunização é importante especialmente para proteção de formas severas da doença em crianças. No Brasil, em alguns Estados, em 2021, apenas 60% do público-alvo foi imunizado. “Isso reduz a proteção contra a doença. O percentual de vacinação recomendado pelo Ministério da Saúde é de 95% do público-alvo. Com relação às metas de redução de incidência da tuberculose e redução dos óbitos, a pandemia de covid-19 tornou o processo mais desafiador”, avaliou.

No âmbito do programa da OMS “End TB” (Fim da Tuberculose), para o ano de 2030, o organismo internacional estabeleceu uma previsão de redução de 90% das mortes, e redução de 80% da taxa de incidência da tuberculose, tendo como parâmetros dados de 2015. “Apesar de ser uma meta a ser alcançada ainda em oito anos, é necessário que mais recursos sejam direcionados de maneira constante ao enfrentamento da tuberculose”, reforçou o deputado baiano.

O relatório de 2021 da OMS lembra que a meta global de financiamento total da resposta à doença era de 13 bilhões de dólares anuais para 2022. Contudo, em 2021, foram investidos apenas 5,3 bilhões de dólares. Já a meta de investimento em pesquisa e desenvolvimento era de 2 bilhões de dólares por ano, mas foram investidos só 900 milhões de dólares. “Com a ampliação dos investimentos, espera-se que os ótimos índices alcançados pelos países de mais baixa renda e o Brasil no combate à tuberculose sejam retomados, bem como sejam atingidas as metas aconselhadas pela OMS”, concluiu o líder do PSD.

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