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AMBIENTE

Ministério recebe proposta de combate ao peixe-leão

Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destaca importância de estudo sobre espécie invasora que se reproduz velozmente e causa prejuízos à atividade pesqueira no País

07 de nov de 2023

O ministro André de Paula: pesquisa servirá de subsídio para a elaboração de políticas públicas e viabilizará campanha de conscientização de pescadores e banhistas

Edição Scriptum com Ministério da Pesca

O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, recebeu na terça-feira (7) um estudo da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) que revela as ameaças socioeconômicas e ambientais e possíveis soluções para os impactos causados pela invasão da costa brasileira pelo peixe-leão. A espécie – originária do Indo-Pacífico, que vai da Índia ao entorno da Oceania – foi encontrada pela primeira vez no Brasil em 2014, em um episódio isolado, mas desde 2020 os registros passaram a ser recorrentes, com ocorrências em oito Estados.

O ministro destacou a importância da pesquisa, que servirá de subsídio para a elaboração de políticas públicas e viabilizará uma ampla campanha de divulgação e conscientização dos pescadores e banhistas sobre a questão. “A CBPA nos oferece um estudo muito consistente, inclusive com um diagnóstico da situação e sugestões de ações que podemos desenvolver conjuntamente. Essa parceria é muito importante e é desejada”, disse.

Segundo o especialista ambiental Geovane Oliveira, que chefiou a pesquisa, o peixe-leão é uma espécie que não tem predador nas águas do litoral brasileiro, é muito adaptável, carnívoro voraz, com alta capacidade reprodutiva e venenoso.

Por todas essas características, ele representa uma ameaça ambiental e socioeconômica, pois se reproduz livremente e, ao se alimentar, reduz os estoques de espécies nativas e afeta diretamente quem vive da pesca artesanal.

Soluções

“Inicialmente, muitos países, inclusive Estados Unidos e regiões do Caribe, tentaram erradicar o peixe-leão, mas viram que, pela sua natureza, é impossível. Então, a comunidade científica já está convencida que manter o controle a partir da captura é a única maneira de reduzir o impacto”, disse Geovane.

O documento traz como solução a adoção de uma política pública com atuação em quatro frentes: captura e extração do peixe-leão, pesquisa e monitoramento, plano de comunicação e educação ambiental.

As ações, com foco na região litorânea, têm como objetivo principal engajar pescadores artesanais e populações locais na captura da espécie e futura inserção do peixe-leão em uma cadeia produtiva, além de prevenir acidentes com os espinhos do peixe, que liberam toxinas venenosas causadoras de lesões dolorosas.

Segundo o presidente da CBPA, Abraão Lincoln, esse é um modelo de atuação que foi adotado em outras situações de invasores pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “A ideia é unirmos esforços para que entidades não-governamentais e governo atuem em todo o Brasil para tentar coibir a ação predatória desse peixe”, opinou.

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