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Mulheres já são maioria entre os empreendedores no Brasil

Pesquisa citada pelo Sebrae mostra que 51,5% dos novos negócios no País são liderados por mulheres. Estudo constatou também que as mulheres abrem empresa mais por necessidade do que os homens

06 de mar de 2018

“Elas empreendem para gerar renda e também atender às próprias demandas”, afirma Guilherme Afif.

Edição: Scriptum

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, a tendência de valorização das mulheres vem sendo observada também no mundo do empreendedorismo. “O movimento de empoderamento feminino é crescente há alguns anos e em várias esferas, seja na política, na iniciativa privada e, claro, à frente dos negócios. Elas empreendem para gerar renda e também atender às próprias demandas”, afirma Guilherme Afif.

Essa constatação é confirmada pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), segundo a qual desde 2016 as mulheres chefiam a maioria (51,5%) dos novos negócios no país.

E não faltam exemplos. São casos como o de Débora Cronemberger, que se agarrou à paixão por joias e transformou o desemprego em oportunidade de negócios, em Brasília (DF). Outro case de sucesso é Ana Carolina Souza, que ganhou da mãe, aos 15 anos, a maleta de manicure que seria o pontapé do próprio salão de beleza, em Caculé (BA). Por sua vez, Sarah Trevisan viu no delivery de comida japonesa a chance de atender à demanda de consumidores de Altamira (PA) e conciliar a vida profissional com os cuidados da filha de dois anos. Débora, Ana e Sarah são o retrato da mulher empreendedora brasileira, segundo o Sebrae.

A pesquisa GEM 2016 constatou também que as mulheres abrem uma empresa mais por necessidade do que os homens. Entre os novos empresários, 48% delas iniciam a atividade empresarial porque precisam complementar a renda ou se buscam recolocação no mercado de trabalho. Já entre os homens, esse número cai para 37%.

Segundo a pesquisa Donos de Negócio no Brasil, análise de gênero (que utiliza dados da Pnad/IBGE de 2016) o número de brasileiras empresárias cresceu 34% entre 2001 e 2014, enquanto o aumento de homens nesta situação, no mesmo período, foi de 14%. Elas empreendem mais em casa (35%), são mais qualificadas que os homens empresários e dedicam menos tempo ao negócio (34 horas semanais, enquanto os homens trabalham 42 horas por semana).

Debate ao vivo

Para homenagear mulheres como Débora, Ana Carolina e Sarah, que participaram da campanha #SouEmpreendedora nas mídias sociais, o Sebrae vai promover um bate-papo ao vivo pelo Facebook da instituição no Dia Internacional da Mulher (8 de março), às 17h. Sob o comando da jornalista e empresária Millena Lopes, empreendedoras de diferentes setores vão debater os desafios da mulher à frente dos negócios. A conversa poderá ser acompanhada no link https://www.facebook.com/sebrae/

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