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CONGRESSO

Nelsinho Trad quer mais amparo à mãe de natimorto

Para o senador do PSD do Mato Grosso do Sul, mulheres que têm perda gestacional merecem maior amparo. “Precisamos ter uma especial atenção à saúde mental da gestante após tais incidentes”

15 de fev de 2024 · gestantes, Nelsinho Trad, PSD-MS, Senado

Projeto de Nelsinho Trad prevê que unidades de saúde devem oferecer apoio psicológico à gestante e ao pai

Edição Scriptum com Agência Senado

Médico por formação, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) conhece o drama de mulheres que perdem filhos antes ou na hora do parto. Por isso, apresentou no Senado projeto estabelecendo que parturiente de natimorto ou que tenha sido diagnosticada com o óbito fetal terá direito a acomodação em ala ou leito separados das demais gestantes. O texto torna essa acomodação diferenciada uma obrigatoriedade das redes pública e privada de saúde.

Trad  afirma que talvez “o maior abalo psíquico que se possa experimentar seja em decorrência da perda de um filho”. Por isso, afirma o senador, as mulheres merecem maior amparo diante da perda gestacional, estimada em uma em cada cinco gestações.

A perda gestacional pode ser precoce, com até 12 semanas, ou tardia, quando o feto tem até 22 semanas ou pesa menos de 500 gramas. Depois dessa idade gestacional e acima desse peso, a perda gestacional é classificada como óbito fetal, segundo o senador.

“Precisamos ter especial atenção à saúde mental da gestante após tais incidentes. Especialistas informam que é comum a mulher ser tomada por um sentimento de culpa e de fracasso, como se tivessem algum tipo de ‘defeito’, uma vez que teoricamente seu corpo deveria estar preparado para gerar uma vida”, diz Nelsinho.

O parlamentar lembra ainda que é comum que gestantes que perderam seus bebês fiquem na mesma enfermaria de mulheres que acabaram de dar à luz, “o que revela um quadro de brutal choque de realidades”.

Pelo projeto de lei, fica estabelecido ainda que em caso de natimorto ou óbito fetal, as unidades de saúde deverão ofertar acompanhamento psicológico à gestante e ao pai desde o momento da internação hospitalar, bem como no período pós-operatório.

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