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PANDEMIA

Omar Aziz: CPI vai investigar efeitos de tratamento precoce

O presidente da comissão parlamentar de inquérito, que ouviu o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta nesta terça, quer conhecer efeitos colaterais de medicamentos como a cloroquina

04 de maio de 2021

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta ao lado do senador Omar Aziz

O senador Omar Aziz (PSD-AM) presidiu na terça-feira (4) a reunião da CPI da Covid que ouviu o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o primeiro a depor sobre a atuação do governo federal no enfrentamento da pandemia. Em seu depoimento, o ex-ministro fez um relato sobre os problemas que enfrentou durante sua gestão, destacando, por exemplo, não ter dado qualquer orientação sobre aumentar a produção de cloroquina nos laboratórios do Exército.

 

A medida foi tomada pelo governo no ano passado, quando alguns médicos passaram a recomendar o medicamento para tratar a doença com base em alguns casos, mas sem embasamento em estudos científicos. O medicamento, apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro como solução para a covid-19, é usado para contra malária, artrite reumatoide e lúpus, mas não há comprovação científica de que tenha efeito contra o novo coronavírus.

Segundo Mandetta, governo sabia que fazia propaganda de remédios sem prova científica. Em resposta a Otto Alencar (PSD-BA), ex-ministro contou ter explicado ao Planalto que não havia estudos a favor de tratamento precoce. Por sua vez, Omar Aziz disse que a comissão vai investigar casos de pacientes vítimas de efeitos colaterais após tratamento precoce. O parlamentar do PSD amazonense quer denunciar médicos responsáveis ao Conselho Federal de Medicina (CFM).

Roda Viva

Na noite de segunda-feira (3) o presidente da CPI da Covid participou do programa Roda Viva, da “TV Cultura”. Em resposta a jornalistas que participaram da bancada de entrevistadores, Omar Aziz destacou que o Brasil mudou o tom em relação às vacinas após a instalação da comissão parlamentar de inquérito no Senado. Em sua opinião, o país “saiu da soberba e foi para a humildade”.

De acordo com ele, o trabalho da comissão “não vai terminar em pizza”. Segundo disse, “até os comportamentos foram mudados depois que a CPI foi instalada. Se você perceber, tiver uma boa lembrança do governo em relação à vacina há um ano, dizendo que quem tinha que impor condições para trazer vacina era o Brasil, que o Brasil tinha um poder econômico, um grande número de pessoas para consumir. Não aceitava imposições para trazer uma vacina que salva vidas. Sexta-feira o (atual) ministro (da Saúde) Queiroga fez um apelo. Ou seja, você sai da soberba depois da CPI para a humildade”, afirmou Aziz.

Investigação

Instalada pelo Senado Federal em 27 de abril de 2021, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a CPI da Covid trabalha para apurar possíveis falhas e omissões na atuação do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus. O repasse de recursos a Estados e municípios também foi incluído na CPI e está na mira dos parlamentares. O prazo inicial de trabalho são 90 dias, podendo esse período ser prorrogado por mais 90 dias.

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