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AMBIENTE

Paraná estimula financiamento para energia limpa

Com 45 projetos já atendidos, Fomento Paraná investiu mais de R$ 8 milhões em projetos sustentáveis, incentivando a geração de energia a partir de fontes renováveis e melhorando da eficiência energética

28 de jan de 2022

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD)

Redação Scriptum com Agência Estadual de Notícias do Paraná

Em sua estratégia de trabalhar em diversas frentes para transformar o Paraná em um Estado mais sustentável, a gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) vem estimulando a instalação de equipamentos para geração de energia a partir de fontes renováveis e para melhoria da eficiência energética nas empresas. “Vamos colaborar para promover mudanças globais que priorizem projetos e construções de baixo impacto ambiental também a partir das nossas instituições financeiras”, afirma Ratinho Junior.

Nesse sentido, a Fomento Paraná, instituição financeira de desenvolvimento do Governo do Estado, como signatária dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), vem ofertando linhas de crédito com taxas de juros subsidiadas para projetos de energia sustentável.

Os projetos já financiados pela instituição para geração de energia fotovoltaica somam mais de R$ 8 milhões e atenderam 45 empreendimentos. “A oferta de crédito barato e de longo prazo é a proposta da Fomento Paraná para esse incentivo, que é fundamental para aumentar o número de empresas que utilizam essa modalidade de produção e consumo de energia”, declara o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves.

De acordo com o governador paranaense, “temos muito potencial de geração de energia renovável no Brasil e no Paraná em especial, seja pelo sol abundante ao longo do ano ou com ventos regulares em algumas regiões, que são fatores que favorecem para melhorar a matriz energética”.

Equipamentos

As linhas de crédito da Fomento Paraná permitem financiar, por exemplo, a aquisição e a instalação de todos os componentes de sistemas de micro e mini geração de energia elétrica fotovoltaica e também projetos de construções de baixo impacto ambiental.

“Os financiamentos incluem desde painéis solares, inversores e geradores, de energia eólica, como os aerogeradores de pequeno porte, além de sistemas de biomassa”, explica diretor de Operações do Setor Privado da instituição, Renato Maçaneiro.

Também podem ser financiados coletores e aquecedores solares, além de motores elétricos, híbridos ou movidos a biogás ou equipamentos com maiores índices de eficiência energética ou que contribuam para redução da emissão de gases de efeito estufa.

Para esses projetos a instituição disponibiliza financiamentos de até R$ 2 milhões em recursos repassados pelo BNDES, para aquisição de equipamentos nacionais — linhas BNDES Fundo Clima e BNDES Baixo Carbono, respectivamente com taxas a partir de 4,33% ao ano e 4,48% ao ano (indexada pela Selic) — e recursos próprios para financiar componentes adicionais importados. Podem ser usados também recursos da Finep em projetos que envolvam elementos de inovação.

Os prazos para pagamento desses financiamentos podem chegar a 12 anos, com carência de até 24 meses.

Retorno rápido

O diretor de Mercado da Fomento Paraná, Vinicius Rocha, destaca que o investimento em energia solar fotovoltaica oferece vantagens como o retorno em curto prazo e por isso tem evoluído rapidamente, com crescimento de 316% nos últimos dois anos. “A implantação dos sistemas é fácil e rápida e o valor economizado em energia ajuda a cobrir o custo do financiamento. Além de sustentável, o sistema pode reduzir em até 90% o valor da conta de energia elétrica”, analisa Rocha.

Outra questão apontada pelo diretor é que se o empreendedor contratar o crédito e instalar o sistema ao longo desse ano, a empresa poderá aproveitar mais uma vantagem, que é compensar quase integralmente o custo da energia gerada em casa, sem ter que pagar pelo uso da rede de distribuição até 2045. Essa cobrança está prevista na Lei 14.300/2022, de 6 de janeiro, que é o marco regulatório da geração distribuída de energia.

“O marco legal veio para dar segurança jurídica e previsibilidade aos projetos e prevê uma transição para as novas regras. Haverá um prazo escalonado para cobrança pelo uso da rede de distribuição para quem produz a própria energia”, detalha o executivo. O prazo é de 12 meses para iniciar a cobrança pelo uso da rede de energia nos novos projetos de energia renovável.

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