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CONSUMO

Preço alto estimula fraudes no azeite de oliva

Superintendente do Ministério da Agricultura em São Paulo, Guilherme Campos, alerta para a comercialização de produtos inadequados. “Desconfie de preços abaixo da média”, avisa

05 de jan de 2024

Guilherme Campos lembra que a orientação aos consumidores é sempre desconfiar dos preços de azeite abaixo da média, pois seriam um indício de fraude

Edição Scriptum com Ministério da Agricultura e Pecuária

A súbita elevação dos preços do azeite de oliva vem provocando um aumento dos casos de fraude, com a comercialização de produtos inadequados ou falsificados. Esta semana, uma rede de supermercados da região de Bauru e Botucatu, no interior de São Paulo, foi denunciada por um consumidor por vender azeite fraudado. Fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estiveram na loja de Botucatu na mesma noite, por volta de 21h30, e solicitaram o recolhimento de 49 garrafas de 500 ml. O estabelecimento e o centro de distribuição da rede foram autuados.

De acordo com o superintendente de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, Guilherme Campos, do PSD, a fiscalização constatou que o azeite da marca Vincenzo, do lote 19227 095, considerado ‘não conforme’ pelo Ministério, estava disponível para compra nas gôndolas. As análises laboratoriais oficiais confirmaram que os produtos não correspondem aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos no Regulamento Técnico do Azeite de Oliva.

Os fiscais solicitaram a relação da quantidade recebida do fornecedor e do total distribuído para as lojas. A rede tem 15 lojas na região e o Mapa já orientou também a retirada do produto da área de venda em todas elas. A empresa agora tem prazo para apresentar a defesa e haverá o julgamento do processo administrativo pelo Ministério. Os produtos irregulares foram apreendidos.

Guilherme Campos lembra que a orientação aos consumidores é sempre desconfiar dos preços de azeite abaixo da média, pois seriam um indício de fraude. “No entanto, os valores do produto estão em alta. Azeite foi um dos produtos que mais subiram recentemente”, disse ele.

Segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os preços do azeite aumentaram 26,69% de janeiro a outubro de 2023. O produto apreendido em Botucatu custava R$ 39,90 a garrafa (ou R$ 37,90 para três embalagens de 500 ml).

Um dos principais motivos para o encarecimento é a questão climática. Altas temperaturas e falta de chuva impactaram a produção de azeitonas na região do Mediterrâneo, que representa cerca de 90% da produção mundial. Especialistas indicam que a alta do dólar e a guerra entre Rússia e Ucrânia também teriam influenciado a alta de preços.

Em 21 de dezembro, o Mapa divulgou uma relação de azeites fraudados em seu site. “Caso o consumidor tenha adquirido azeite fraudado, a orientação é que descarte o produto e não consuma. Se tiver a nota fiscal, deve levar ao mercado e solicitar a troca por um outro”, disse o chefe da regional do Mapa em Botucatu, Jean Joaquim.

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